[30.8.08]

sonhei que me obrigava entrar no mar.
eu te contava dos meus sonhos da semana: as ondas imensas.
você entrou comigo...
tive tanto medo.


por * * 17:46

OS SEUS:

[29.8.08]

quando sinto seu cheiro, assim distraída, tenho a sensação que é no exato momento em que pensa em mim...

por * * 21:58

OS SEUS:

[27.8.08]

Meu amor, porque que todo o tempo
Você toma conta do meu pensamento
Até nos lugares que ando e frequento
O teu cheiro chega vindo com o vento
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento
Sei lá eu porque te quero tanto
Só sei que vai dar pra lá do infinito
É bem parecido com o fim do mundo
O teu nome sobre os muros deixo escrito
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento
Quanto mais te evito mais eu te encontro
Quanto mais eu fujo mais eu te desejo
Posso até ficar ficando doido
Mas meu coração está bem lúcido
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento


(Ai Itamar Assumpção...)

por * * 14:30

OS SEUS:

[26.8.08]

Dentro dos Estados
da Rua Angélica
existe um país.


















.



por * * 19:45

OS SEUS:

[25.8.08]

te quero mil vezes por minuto, assim, com todos os nossos excessos gritando enquanto a gente se perde de não se achar nunca mais.

por * * 17:57

OS SEUS:

[22.8.08]

mas se você aparecesse hoje na minha vida seria tão bonito.

por * * 18:49

OS SEUS:

[20.8.08]

no meio da travessia: a paisagem antes lotada de flôres e cores foi perdendo o jeito e ficou assim sozinha comigo no meio dela.

sobrou a falta.



continuo a caminhada, há de chegar o tempo de.


por * * 18:33

OS SEUS:

[4.8.08]

As cidades e os desejos.

Nas minhas cidades invisíveis você chegou e ocupou um lugar bonito.
Volta e divide comigo mais um pedaço de noite?

por * * 18:14

OS SEUS:

[2.8.08]

'mira o céu, gelsomina,
e depois segue de vez a estrada...
pois nessa vida o que vale é a perdição.'


por * * 22:12

OS SEUS:

[30.7.08]



de victor zalma
e marília...

por * * 22:52

OS SEUS:

[29.7.08]

Fraseológica.
Articular, conversar, discorrer, referir-se, proferir, significar, dizer, ajustar, combinar.
Sempre falta uma palavra.


Dias atrás quis dizer com os braços, mas faltou.

por * * 22:49

OS SEUS:

[21.7.08]

É preciso estar distraído
(Leminsk)


Antes não importava a distância, o tempo, não importava nem a inexistência: Eu era só saudade. Nunca importou os
caminhos que meus pés percorriam: Por dentro alguma coisa permanecia parada e triste.
E depois de tanto caminhar só sobrava lembrança dentro do olho cheio d´água. Chegou um tempo que eu era só lágrima e lembrança inventada e só sorria nas mesas dos bares da cidade, a casa sempre cheia, a cama bagunçada, os papéis espalhados pela casa deixaram de falar, se repetiam. A paixão ficou embolada no meio peito, o vermelho só lembrava sangue, o amor era coisa inventada de poeta que não sabia viver. Mas a vida é roda-gigante.
Eu estava distraída e aconteceu:
Sempre caminhante, sempre vermelho:
Já começou.

por * * 21:04

OS SEUS:

[12.7.08]

minha querida,
mesmo que leia essa carta eu não direi que é pra você e nem te entregarei um dia, mas se ler saberá que digo isso pra você. foi distráida que te vi pela primeira vez, o relógio não despertou, corri muito sabendo pra onde ia mas não sabia o que encontraria, e enquanto descia as escadas te vi - sabe aquela sensação que o tempo para enquanto os olhos se encontram? - a música do lugar me passou uma rasteira junto com o meu corpo todo vibrando e eu respirei porque já sabia. magia poesia eu sabia. e sei também que nunca deixo passar porque a magia dos encontros é coisa que quero demais em mim, não sei até quando isso é erro ou acerto, se é impaciência excesso ou carência, tem coisa que é melhor não ter palavra pra dizer, não sei. e quis que de alguma forma você soubesse que meu amor era de graça mesmo - não tão de graça a ponto de não me importar com os seus olhos evitando os meus - meu amor quer sorrir junto com seu sorriso, ele quer saber o diz sem dizer, ele quer que a gente se encontre através de todas as coisas e que a gente esteja junto mesmo longe, que possamos nos falar pelo pensamento, pelo toque leve das mãos. me perdi um tanto porque acho que amor a gente deixa acontecer e a forma vem vindo com o tempo ou nem precisa de forma: é amor na forma de amor. cometi alguns pecadinhos na nossa ainda breve travessia e de uns tempos pra cá deixei que minha boca dissesse menos, mas te digo sempre por todas as coisas simples grandes nossas e do mundo, tenho plantado sozinha e contente porque é sempre válido.
em qualquer dia, em qualquer hora, há de chegar o momento de.
seja bem vinda em mim.

por * * 13:42

OS SEUS:

[2.7.08]

todas as manhãs o mundo fica bem debaixo dos pés.
é possível reinventar tudo!

quanta beleza...

por * * 16:47

OS SEUS:

[28.6.08]

'não se afobe não que nada é pra já
o amor não tem pressa ele pode esperar'


fico repetindo isso pra ver se dói menos o medo que o mundo tem do amor.

por * * 21:50

OS SEUS:

[26.6.08]

tem coisa que a gente sabe mas a gente não sabe se sabe muito bem.
e os dias que antecedem a confirmação é sempre dia de espera.
espera boa essa do amor.

por * * 13:10

OS SEUS:

[23.6.08]

meus olhos se esticam pro sorriso que fica estampado no rosto quando ela está.

por * * 15:16

OS SEUS:

[18.6.08]

um cheiro agridoce.
assim eu começaria a defini-la se pudesse...

por * * 18:36

OS SEUS:

[10.6.08]

amanhecendo mortal a cada dia.
amanhã é dia do silêncio das estrelas...

por * * 18:52

OS SEUS:

[9.6.08]

hoje o céu da manhã foi o mais bonito do ano.
hoje minha calma me ultrapassou.
hoje chovi suave e as flores sorriram.


hoje.

por * * 18:26

OS SEUS:

[7.6.08]

conversando com piazzolla

a primeira vez que vi o amor da minha vida eu nem sabia que existiam esses tais amores, ainda era criança menina quase moça, não acreditava nos astros e nem conhecia jung.
a segunda vez que vi o amor da minha vida já havia passado uma década da primeira vez. eu então já sabia um pouco do amor e achava que sabia demais só não sabia - aquele dia - que estava diante do amor da minha vida. aquele dia eu sorria e não entendia. fui embora e achei que nunca mais veria o amor da minha vida - que eu não sabia.
a terceira vez que vi o amor da minha vida era dezembro e mesmo sendo verão era cinza e chovia. cheguei mais perto, disse que não sabia mas sentia que era bom ficar no meio do abraço quente - mesmo sendo verão - o braço quente do amor da minha vida que eu já sentia.
a quarta vez que vi o amor da minha vida foi no dia que os astros falaram comigo e eu não entendia, não queria: seria possível encontrar o amor da minha vida tão cedo ainda? mal sabia que era tarde, mal sabia.
a quinta vez que vi o amor da minha vida eu já não podia fingir que não sabia: eu havia encontrado o amor da minha vida.
sonhei e ensaiei noites e dias o dia que eu diria: você sabia? és o amor da minha vida! o que eu não sabia é que ela já sabia que eu não era o amor da sua vida.
a sexta vez que a vi era uma sexta-feira e eu já sabia do frio de agosto o que eu não sabia era que doia. e que não saber não importava porque doer já me bastava: como pode alguém encontrar um amor e não ser o amor daquele amor?
o frio de agosto em são paulo doia, isso eu não sabia.
a sétima vez que vi o amor da minha vida era primavera e chovia no meio do dia e as flores sorriam e teimavam em ser todas do amor da minha vida. eu teimava que podia ser o segundo amor da sua vida e as flores riam porque eu não sabia de nada.
a oitava vez que vi o amor da minha vida era outubro e ela dizia que não daria que o caminho que eu queria não podia que encontrassemos juntas outra saída.
a nona vez que vi o amor da minha vida foi quando carne viva, era dia dos anos do amor do meu amor, eu sabia, mas achei que não a veria subindo a avenida carregando seu amor nos braços enquanto eu descia com o meu que tinha a cor do vestido que ela vestia. a flor da pele se abriu e eu sabia que ela era o amor da minha vida o que não sabia é que não tão cedo isso acabaria.
a décima vez que vi o amor da minha vida eu já sabia tanto, envelhecera mais uns dez anos, e todos já sabiam que o amor do amor da minha vida não era meu, só eu que via através da neblina que a gente podia só com o tanto que eu queria. e nem me dei conta que perdia as contas dos anos que se passaram enquanto eu insistia em ser o amor do amor da minha vida. e perdia o rumo, perdia a linha, perdia o tempo, perdia os cabelos, perdia a vista, o que eu não sabia era que enquanto eu me perdia ela me dava todo o infinito - que não se pode contar - ela tecia nossa história d´um outro ponto de vista que eu não via.
a última vez que vi o amor da minha vida eu já sabia que não podia. já sabia tudo os astros e jung e o nome das flores que escohia com a primavera para enfeitar o jardim dela. eu já sabia do infinito e do caminho que se abria. a última vez que vi o amor da minha vida não houve despedida eu só sabia que não poderia ser o amor do amor da minha vida.

por * * 18:02

OS SEUS:

[5.6.08]

'há tantas coisas que você vai ter que descobrir... as coisas invisiveis, as difíceis, a brecha que espera por você entre o desejo e o mundo'
(eduardo galeano)


agora o mundo sou eu e meu desejo.
tenho medo da estrada que vem se abrindo diante dos meus olhos, apegada ao que quero ser tenho medo do que me tornarei.
crise: 'no campo da psicologia, em particular da psicologia do desenvolvimento, o conceito de crise é explicado como toda a situação de mudança a nível biológico, psicológico ou social, que exige da pessoa ou do grupo, um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional. mas a crise é vista, de igual modo, como uma ocasião de crescimento. a evolução favorável de uma crise, conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios.'


a roda viva.

por * * 14:05

OS SEUS:

[4.6.08]

'ame e dê vexame'

a gente transpõe a palavra pro movimento: minha crise produtiva de quem se apaixona cada dia mais um pouco: 'a gente só anda porque há desequilibrio'.
eu vacilando sempre pelo caminho tropeçando penso: deve ser por aqui.
bêbada de paixão e cerveja ando mais que a perna pode, ando leve com o coração: vim pra te ver (não digo)
me desequilibro.
o novo também se repete em sentimento (penso e não digo nunca, só agora)


por * * 14:11

OS SEUS:

[1.6.08]

e o amor encantado essa coisa louca e longe que mais parece utópica vem e a gente vai e ele some como magia e o que fica é só a realidade da vida sem fantasia. e o choro é real pelo irreal e a falta é real pelo irreal e a lágrima não vem porque até ela já se cansou.

por * * 15:28

OS SEUS:

[30.5.08]

toc toc toc.
- quem é?
(silêncio)
-quem é?
...
...
...
...
...
- É O MEDO!

por * * 13:47

OS SEUS:

[28.5.08]

*tenho vontade de tocar seu rosto com as pontas dos meus dedos e contornar inteiro o seu sorriso que me toma toda.

por * * 14:50

OS SEUS:

Andei faltando nos últimos tempos - eu só sabia me encher dela - isso foi nos últimos anos e não havia como saber disso antes porque era tudo tão igual e o amor era coisa tão bonita que me enchia de poesia.
Lua minguante não combina mais comigo, sou Lua Nova mesmo sendo cheia – poesia saindo pela pele pelos poros – não me precipito em dizer que estou tomada de amor (outra vez), amor novo, mais por mim e totalmente pelas minha novas manhãs.





por * * 14:47

OS SEUS:

[27.5.08]

os encontros podem ser encontros de alma - inteiros - ou coisa cotidiana.
o que encontrei nos últimos tempos foi a coisa mais importante que me aconteceu até hoje.

por * * 16:37

OS SEUS:

[26.5.08]

hoje - um tanto sem jeito - recebo a notícia da morte do roberto freire.
passei tempos olhando pra tela do computador sem nenhuma reação enquanto dentro de mim se formava um redemoinho de sentimentos.
senti vontade de chorar, os olhos ardendo a cabeça pesando...
no meu ouvido alguma coisa sussurou aquela frase da nossa única e última conversa de quase um ano atrás:

- sabe qual minha maior doença, carol?! eu sou um apaixonado pela vida, sempre fui! e me mata estar nessa cama querendo correr por aí.

então eu não chorei de tristeza, sabe?! chorei com aquele sorriso que vezenquando nos acontece, chorei porque nós nos amamos aquele dia a quase um ano atrás, chorei porque ele mudou-construiu-destruiu tanta coisa dentro de mim, chorei porque uma semana antes combinei com um amigo que iriamos juntos visitá-lo, chorei porque sexta-feira morri um pouco e nem sabia.
acabou que aqui dentro ficou uma paz sem tamanho e percebi que em mim ele não morreu.
aqui ele é o coiote.
somos.

por * * 17:35

OS SEUS:

[16.5.08]

brincadeira de criança.

isabela: posso abrir isso daqui?
(mostrando uma pote de tinta)
carol: mas você vai fazer sujeira.
isabela: é pintura.
carol: mas faz sujeira.
isabela:carol, pintura não é sujeira é pintura.

disse que ela tinha razão e sorri.


por * * 19:17

OS SEUS:

[10.5.08]

'eu procurei
alguma coisa pra te dar e não achei
eu procurei
desculpe não achei'
(itamar assumpção)


cantado dentro dos meus olhos.







e clarice falando sobre desistir, sobre ser.






e vem o piva e resume o que não se resume.
'chove em mim a minha vida toda'

por * * 12:09

OS SEUS:

[6.5.08]

'ê carol, a mulher está chegando' - ela disse.

por * * 14:07

OS SEUS:

[23.4.08]

se fosse pra falar de mim eu te contaria antes do infinitito- que não se conta nem mede – que sempre cabe quando seus olhos miram os meus. te falaria também da falta de jeito as pernas bambas o sorriso corado quando me sorri também. se fosse pra falar de mim as palavras me atropelariam me denunciando ou condenando. não entenda mal essa urgência. te peço antes de dizer que não me entenda – mal nem bem – só me deixe ser (como o infinito que não se explica mas se sabe). me deixe ser.

por * * 17:14

OS SEUS:

[22.4.08]

a terra tremeu toda e nem senti: achei que fosse só meu coração.

por * * 22:01

OS SEUS:

[16.4.08]

no caminho tem samba saudade sede silêncio sol sorriso e curvas.
têm muitas curvas no caminho.
ando sem saber
sem parar
mas caminho
(aprendi a caminhar)

por * * 18:27

OS SEUS:

[11.4.08]

"Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver"
































.

por * * 19:50

OS SEUS:

[9.4.08]

caminhar e encontrar a ausência em cada esquina.

por * * 18:56

OS SEUS:

[3.4.08]

hoje no ibirapuera - museu afrobrasileiro - dei de cara com meu passado.

navio negreiro fez barulho dentro de mim.
tanta beleza sofrida.
BANZO.


encontrei itamar assumpção e chorei.

lá fora consegui chover mais que o céu
e fiquei povoada de amor e gente.





















tem dia que a gente descobre a dor e o prazer do outro e deixa de se sentir tão sozinho.

por * * 15:29

OS SEUS:

[1.4.08]

parece mentira.
doses de vida corpo adentro e um telefonema pra lembrar que existe dor:
essas horas eu só sei chorar por tudo.








são paulo, 01 de abril de 2008.


norton, norton:

nunca havia pensado em lhe escrever uma carta, não fosse hoje uma ligação que me fez perder a vista. e eu não sei o que te dizer. eu nunca soube muito bem o que te dizer. ouvia as suas histórias como quem assiste a uma novela e quase nunca pensava na gravidade das coisas, eu achava tudo um pouco engraçado, caricato.
ah menino... por que as coisas acontecem desse jeito?
a vida sempre na beira do abismo provando que existe a morte, a dor, o desespero, e a gente é tão sozinho nessa hora, não é?!
quando recebi a notícia liguei para a minha mãe chorando e pedi que ela orasse por você, porque só com fé é que a gente acredita que alguma coisa transcende.
e chorei, porque sei que não poderia ter feito nada por você. fico me lembrando das risadas que dei contigo só pra que eu não morra um tanto dessa vez, tem tanta vida começando em mim...
te mando daqui meu amor, meu riso e luz. te mando muita luz, só pra seja mais fácil pra você onde quer que esteja.

carol.

por * * 21:51

OS SEUS:

[27.3.08]

hoje é um dia de véspera de todas as coisas.













(guimarães sabia)

por * * 20:25

OS SEUS:

[17.3.08]



por * * 16:47

OS SEUS:

[14.3.08]

acontece sempre assim, e sei que sabe do que estou falando. tem uma hora que a gente consegue se livrar das coisas, os laços vão afrouxando e todas as portas de todos os lugares começam a se abrir, a gente percebe que a escolha é nossa, qualquer que seja. e sempre dá aquele medo de quem não pode controlar o próximo passo ao mesmo tempo que os olhos brilham fascinados pela nova vida se erguendo cada dia mais. é tudo tão sem perceber e a gente espera tempo demais que sem perceber também os laços dão de virar nó, as portas somem e a gente volta pr´aquele mesmo lugar de antes. parece que todas as forças que antes impulsionavam fincam nossos pés nessa terra que já deixou de ser nossa. está acontecendo comigo isso e sei que sabe o que estou falando.

por * * 21:32

OS SEUS:

[10.3.08]

a gente rodou tanto ontem
que o mundo girou mais rápido
e denovo caí nos seus braços.


por * * 14:41

OS SEUS:

[6.3.08]

o nosso amor.

nosso amor de tantas luas e extremos, amor de cosmos: que de tão grande se arrasta sem tempo medido.



por * * 15:52

OS SEUS:

[3.3.08]

"E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia entender de ser feliz"



Escutem: Um dia acontece!

por * * 17:42

OS SEUS:

[27.2.08]

segunda chorei o dia todo: era aniversário de morte de caio fernando.
alguma coisa em mim se lembrou.



"A vida grita. E a luta, continua."

por * * 20:38

OS SEUS:

[26.2.08]

no km 0 é que o caminho começa, ouvi.

por * * 16:54

OS SEUS:

[25.2.08]

Não adianta,
Não adianta nada ver a banda,
Tocando “A Banda” em frente da varanda,
Não adianta o mar,
E nem a sua dor.

O que importa,
É que já não me importa, o que importa,
É que ninguém bateu em minha porta,
É que ninguém morreu,
ninguém morreu por mim.

Não quero nada,
Não deixo nada, que não tenho nada,
Só tenho o que me falta e o que me basta,
No mais é ficar só,
Eu quero ficar só.

Não adianta,
Não adianta, que não adianta,
Não é preciso, que não é preciso,
Então pra que chorar?
Então pra que chorar?
Quem está no fogo, está pra se queimar,
Então pra que chorar?

(Trechos de Sérgio Sampaio)











Marília foi embora e levou com ela o sentido das coisas.


por * * 16:49

OS SEUS:

[22.2.08]

"Carolina, a cansada, fez-se espera
e nunca se entregou ao mar antigo..."








(Carlos Pena Filho)

por * * 17:23

OS SEUS:

[21.2.08]

Pensar é como cair
E de cair fora do chão

Sou feita de pensamento
E coração
Minha queda é sempre

por * * 12:59

OS SEUS:

[19.2.08]

mas eis que chega roda viva...

por * * 17:11

OS SEUS:

[15.2.08]

Recado da Vida.

Quando te deixei Carol era dezembro. E mesmo sendo verão a cor de São Paulo era cinza de outono. O céu sentiu, só você não se deu conta que naquele dia eu partia.
Quando te deixei não houve tempo de me despedir nem deixar recado, saí sorrateira, nem amanhecia ainda, para evitar que nós, eu e você ficássemos constrangidos de dor e em vão: Era necessário lhe abandonar, entenda, porque você deixou de me amar e eu nada podia fazer senão partir.
E sem mim você conseguiu, minha cara. Mesmo que tenha que construir e destruir e reconstruir o tempo todo, como quem pula poças. É preciso coragem, é preciso força.
Quando te deixei Carol não pensei que fosse ser assim. Desculpe, voltar pra ti não posso mais.


"Meu amor por você chegou ao fim
É tudo que tenho a dizer
Também não precisa sair assim
Espere o dia amanhecer"


por * * 09:50

OS SEUS:

[13.2.08]

Meu bem,
perdoa as tempestades que se armaram pelo fim dos dias no último ano, as águas nada têm a ver com meu querer.
Lamentei tanto minhas mágoas com os céus que sendo ar virei trovão e desabei por todos os cantos, cega.
Perdoa as águas, os céus, os raios e se ainda sobrar espaço, perdoa a mim.


E volta com teus braços abertos.


por * * 18:00

OS SEUS:

correndo atrás das palavras não encontro nada...

espero roendo as unhas.

por * * 17:50

OS SEUS:

[1.2.08]

"minha carne é de carnaval, meu coração é igual..."

por * * 17:42

OS SEUS:

[30.1.08]

por vinte e um janeiros eu vi uma cidade se enfeitar de luz e festejar intensamente, mas nunca soube bem por quê. gostava de ficar na calçada vendo as pessoas passarem alegres, vestidas com roupa de festa indo pra rua brincar. diziam ser afestadesãosebastião, a mais bonita do ano. nunca me convenci que fosse só esse o motivo de uma semana inteira de festa.
sempre em janeiro, aos vinte e poucos: luz, roda-gigante, maçã-do. amor.
vigésimo segundo janeiro:
agora eu sei.


Presente de Marília.
O Mais Bonito.

por * * 17:26

OS SEUS:

[24.1.08]

TempoDeSilêncio.


"Eu sei: quem ama é sempre escravo, mas não obedece nunca de verdade… Quieto; muito quieto é que a gente chama o amor: como em quieto as coisas chamam a gente." (Guimarães Rosa)

por * * 12:54

OS SEUS:

[21.1.08]

em boiçucanga o sol não nasceu, só tinha silêncio no céu.
mas era dia de são sebastião.

por * * 14:07

OS SEUS:

[18.1.08]

ontem me aconteceu uma epifania.



acreditem!

por * * 16:42

OS SEUS:

[14.1.08]

parece até coisa de quem nunca consegue mudar mas é que vira e mexe e mexe e o caio vem e me lembra que na verdade não adianta me desesperar é sempre espera sempre foi e eu devo me acostumar porque 'dane-se comigo sempre foi tudo ao contrário' e espero pensando que nem esperar faz sentido então desejo pra ti que seja doce porque eu acho doce e quando fico em silêncio é porque na verdade eu nunca sei como dizer porque pra mim nunca passou de sentir e viver mesmo eu não sei viver mesmo eu não sei eu só sei seguir como quem sempre sabe onde chegar mas nunca chego e na verdade nem sei mesmo onde chegar porque os meus olhos só sabem dela e minha poesia do sabe dela e todos os meus dias eu passo esperando o dia que eu poderei parar de esperar e ficar com olheiras porque passei a noite toda vivendo e não chorando como tenho feito mas isso passa isso tem que passar e eu sei que isso passa e não faz sentido.

por * * 15:10

OS SEUS:

[10.1.08]

:
































2008 começou assim.
O branco que pode significar muito.


por * * 16:36

OS SEUS:

[7.1.08]

desde que o ano começou em são paulo vou a casa dela e ajeito o tapete e coloco ração para o gato e arrumo as correspondências e as flores e só sei sentir saudade.

"a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar"


por * * 16:10

OS SEUS:

[28.12.07]

aos poucos vou me acostumando aos poucos.


"ali tão certo e justo e só te sendo..."

por * * 17:29

OS SEUS:

[27.12.07]

Até o último instante esperei:
Que você me deixasse.
Que você me ligasse.
Você.

Torta de Limão Flôr Todas as Estrelas Vênus e a Lua.
O-Meu-Excesso.
O-Meu-Mais-Bonito.
O-Meu-Todo.
O-Meu-Amor: Seu.

Até o último instante.
Passa 2005.
Passa 2006.
Passa 2007.

Eu querendo aprender com(o)-você-passar.
"Desistir é o verdadeiro instante humano"
E o coração aos prantos.

por * * 17:55

OS SEUS:

[26.12.07]

fico consultando o celular o tempo todo pra ver se tem algum sinal de você.
.
.
.
.
.
.
.
procurando... - diz a tela.




por * * 12:53

OS SEUS:

[21.12.07]

- tudo bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro, e você?

por * * 13:38

OS SEUS:

[19.12.07]

- Detestável ir por esse caminho que não chega a lugar nenhum. Caminhar pelo escuro e respirar onde não existe ar. Detestável ter que continuar a caminhada.
Em mim era como se não houvesse mais sentido, e se sentir era a única coisa que me movimentava eu permanecia estagnada. Não podia mais me lembrar dos jardins floridos de toda caminhada até esse lugar desconhecido. Minh´alma doía por ter avançado pelos caminhos do não-permitido. E apesar do medo e do estranhamento eu não poderia voltar:
- Para trás não há caminho - ouvi.
Olhei por trás das minhas costas, impossível enxergar. Para sentir-me segura naquele vão do mundo fechei os olhos e cantei uma canção que me surgia, e quanto mais alto cantava mais meu coração se alegrava com as lembranças que iam surgindo bem diante da minha vista cansada e envelhecida. O retrato da minha lembrança tinha cheiro da brisa do rio de uma cidade por onde havia passado outrora. Lembrei daqueles olhos que não sei definir a cor e que me acompanharam na travessia da ponte sobre o rio e dos sorrisos que trocamos. Todo meu vazio ficou repleto das cores dos nossos momentos, e as minhas mãos frias tornaram-se quentes com o amor que preenchia cada espaço de minha canção. Quis gritar que sim - embora soubesse que transpunha mais o sem volta – e gritei que sim, sete vezes sim. Quando minha alma, enfim, pesava o tanto de uma pena, abri os olhos, e onde era escuro já se tornara dia. Coloquei-me de volta no caminho e suspirei leve por saber que mesmo sem poder ver, nas minhas costas ficavam outros tantos jardins além dos que viriam adiante. Meu desespero antes sozinho ficara para trás e nesse novo tempo eu não caminhava mais só, eu carregava aquele amor que me pusera nessa trilha tempo atrás.


por * * 17:09

OS SEUS:

[17.12.07]

Siempre me Quedara.

Assim ficou depois que o céu escureceu:
Ela me disse da nossa caminhada, da nossa boniteza eterna e ainda me fez sorrir mesmo que eu tivesse achado que era o fim. O meu desespero foi suavizando a noite até eu dormir com um sorriso calmo nos lábios e uma paz sem nome.
Saber do nosso amor me deixa assim, confortável. Hoje não acordei com medo.
É debaixo dos olhos dela que eu vivo mais bonita, mais completa: Ela que é a realidade da minha poesia.
Uma realidade bem distante do palpável do mundo.


por * * 14:29

OS SEUS:

[13.12.07]

chove em são paulo.


ela transborda minha sede
enquanto são paulo afunda
na água que cái.

por * * 15:20

OS SEUS:

[11.12.07]

Talvez morresse, talvez desistisse, talvez fosse embora para Amsterdã, talvez cometesse suicídio, talvez procurasse Deus e deixasse a maconha. Talvez tivesse uma overdose e gastasse todo seu salário em álcool e remédios para dormir. Talvez tivesse um filho, talvez se perdoasse, talvez esquecesse. Talvez ficasse inteira, talvez ficasse pela metade. Talvez tudo mudasse, talvez fosse isso o tempo todo, talvez fosse só engano. Talvez fosse tarde demais, talvez o tempo se esgotasse, talvez chegasse o tempo. Talvez.

por * * 15:49

OS SEUS:

[10.12.07]

"Eu ando tão dodói que até meu dom dói"

Se não dá pra dizer a gente bota mesmo a culpa no dezembro.
E espera os dias de janeiro de-ses-pe-ra-da-men-te.


por * * 13:50

OS SEUS:

[7.12.07]

"Nos abraçamos descuidadamente, sem saber que era totalmente e para sempre"


Espero. Pós-impaciência gerando calma e confiança.
Quero acreditar no sentido das coisas, no sentir que é como enxergar, como saber o “final” da trama antes do tempo. Acreditando que o “final” é começo. É o acontecer.
Já não é mais possível voltar e nem definir as quantas partes me tornei nesse tempo que se passou. E se esse tempo pudesse ser o responsável pelo meu se perder, a coisa aconteceu pelo avesso, porque tenho me encontrado assustadoramente mais. E te vejo mais e quero mais e sinto mais. Os símbolos e o acaso (?) dançando em frente a minha vista o tempo todo. E espero.
Espero que aconteça, mesmo que seja o não. Espero na minha nova calma tão precisada dos seus sorrisos, da sua voz. Até você chegar ou partir ou ficar e ficar pelo sempre, ah, como eu quero.
Eu no meu exercício de entendimento a te esperar.
Até não sei quando.
Até.


por * * 14:19

OS SEUS:

[5.12.07]

:eu fico mudando o tempo todo só pra você não perceber que no fundo ainda sou toda sua.

por * * 16:27

OS SEUS:

"Coração na mão, os pés sobre uma corda bamba."


“Eu vou te contar, que você não me conhece e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve. A sedução me escraviza a você, ao fim de tudo, você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim. E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa.
(...) O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação, através da aceitação da distância e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa. Eu quero que você veja a mim. Eu me dispo da notícia e a minha nudez parada te denuncia e te espelha.
Eu me delato. Tu... me relatas. Eu nos acuso e confesso por nós. Assim, me livro das palavras com as quais você me veste”.


Entre a infelicidade de não conseguir o que se quer e a alegria de abraçar a quem se ama e a vontade de estar e a necessidade do encontro como uma urgência e o envelhecimento por ter que continuar, chorando, (os tais lírios brancos escorrendo pelo olho esquerdo e enroscando na garganta) eu espero.
Eu que passei a vida toda esperando, espero ainda, outra vez.

por * * 11:44

OS SEUS:

[3.12.07]

Acredita.
Caminha.
Dedica.
Acredita.
Espera.
Encara.
Sorri.
Espera.
Acredita.
Espera.
Espera.
Espera.
Tenta de novo.
Respira fundo.
Arruma força.
Acredita.
Espera, enfim.

E no fim é só repetir.




"A água desabou na face, corredeira de além gestos..."

por * * 16:06

OS SEUS:

[29.11.07]

acabei ficando bem acostumada com seu sorriso todo amanhecer, que nem me dei conta da falta que sobra aqui.

por * * 16:52

OS SEUS:

[27.11.07]

Filho de Jó e Ana, Eló.
Pele morena, hálito de pêra...
Eló passava e os sorrisos das gentes e das calçadas se abriam junto com o Sol.
Eló quando dorme é criatura de pele limpa de flor.
Eló nos incomoda. Nos põe vícios.
Eló te ama e isso é muito bom.
A primeira vez que Eló rabiscou os meus olhos foi no dia que me levou pra semear milho na terra de seus primos. Dia em que virei paisagem enquanto Eló me mordia o pescoço e tirava minha blusa e bebia a minha língua.
Estar com Eló era não pedir pra ir embora.
Embora Eló não se demore em coisa alguma.
Não se pode estar com Eló por mais de três horas, morre-se de amor. Quanto a Eló, me perdeu de vista.
Desapareceu por seis meses.
Quando voltou depois da segunda veio a terça depois da terça veio a quarta e era como se ele não tivesse dado pela falta que me faltava. Ele foi me beijar e neguei seu beijo e quando ficou nu na minha cama eu ri. Eló sentiu vergonha. Eu fiz Eló sentir vergonha. Mandei que fosse embora que ele não me amava mais que aos seus maços de cigarro.
Eló esquece aniversário. Se não lembrarmos esquece do seu próprio. Mês passado no dia dos seus anos eu fiz uma surpresa a Eló. Comprei bolas de encher, fiz bolo de chocolate, comprei champagne de pêra, das mais caras. Velhinha do Pato Donald. Pus um disco na vitrola e esperei Eló chegar.
Esperei.
E o lago negro que solta sons foi ficando só, muito só.
Esperei.
Só de tudo.
As três da manhã Eló chegou junto com seus amigos granfinos, estavam embriagados:
- Saiam daqui! Fora. Todos. Vão embora.
E Eló disse-lhes:
- Fiquem.
Instaurou-se a batalha: Bolas de encher, socos no estomago, velhinha do Pato Donald, ponta pé na cabeça, pêra, mão na cara, lago negro que solta sons. Até desmaiarmos lutando.
Não se pode estar com Eló por mais de uma semana. Perde-se a vista,
O corte na região do plexo solar de Eló...
Eles não sabem, só Eló sabe, que Eló deixou-se matar por amor.

Trechos de Eló de Gero Camilo.
(Pra vibrar junto!)

por * * 17:18

OS SEUS:

[26.11.07]

Que São Genésio abençoe toda minha bagunça.

Santinho pequenininho
De coração assim assim pequenininho
Protege tua legião
Abençoa nosso ofício
Que o drama, que o riso
De forma assim assim pequenininha
Conceda a todos coração
Abençoa nosso ofício
Que o drama, que o riso
De forma assim assim pequenininha
Conceda nosso ganha pão
São Genésio protege tua legião
São Genésio concede a todos coração
São Genésio concede nosso ganha pão

(Tata Fernandes / Gero Camilo)

por * * 16:49

OS SEUS:

[24.11.07]

ao invés de voltar pra terra voei: só pra ver a lua refletida nos cabelos dela.











itamar assumpção está gritando tão alto aqui.

por * * 16:01

OS SEUS:

[21.11.07]

meus olhos tristes denunciam tantas coisas.
volta pra terra, caroline!

"...esta saudade parece uma cruz de jade
e eu o marquês de sade só vivo pensando em ti
usando fraque já já eu sigo pro acre
passando por vênus e marte pelo arroio do chuí

tocha que arde de manhã ao fim da tarde
nem a noite faz que apague nem milagre a sucumbe
será Deus sabe de mim haja piedade
e faça que tudo acabe em pizza no cariri."


por * * 16:59

OS SEUS:

[19.11.07]

Maremoto no Coração.
Começou a chover na cidade, meu cabelo não seca (nem meu coração que deu de disparar e quase parar ao mesmo tempo).
Aqui é tempo de CançãoVanguardaBucolismo.


"...De tanto não poder dizer
Meus olhos deram de falar..."
(Nego Dito)


por * * 12:44

OS SEUS:

[18.11.07]

hoje as cores da cidade hão de mudar de cor.

a tal história que sabemos de cór.

por * * 19:38

OS SEUS:

[15.11.07]

o céu sem estrelas pra contar de são paulo sublinha mais a espera.











"é como se a gente não soubesse
pra que lado foi a vida..."


por * * 20:15

OS SEUS:

[13.11.07]

o cheiro de jasmim pelas ruas: já faz tanto tempo.

por * * 16:30

OS SEUS:

[8.11.07]

Faz parte do meu show, meu amor.

Se as pedras do arpoador falassem na certa elas contariam a história sobre nós. Ou a minha história. Ou a história de duas mulheres numa noite quente de quinta-feira que não somos nós porque eu e você é outra história mas que ficou ali marcada nas pedras do arpoador.
E o mar revolto nas pedras refletindo a areia brilhando com as estrelas no céu azul royal e o calor de quase verão entre nós e toda a ausência que o Rio de Janeiro sentiu de ti: a paisagem de todas as histórias de amor: Os meus olhos e os dela eram só lentidão-contemplação-todas-as-estrelas-as-duas-o-amor-de-outrora. Como se ali, enfim, fosse o ponto mais alto dos segredos da alma. Eu não compreendia o que havia nos levado até ali: Se era amor ou desespero ficar à beira do mar aberto entre aquilo que não sabíamos e aquilo que não podíamos controlar. Sei que depois que as Pedras do Arpoador nos deixaram só restou o silêncio das nossas dores lambidas por aquele vento que sopravam nossos corpos: Nosso que não meu e seu.
O silêncio.
O silêncio.
O silêncio e o corte no plexo solar: Que nem o sal do mar cicatrizou.


por * * 15:57

OS SEUS:

[7.11.07]

"Repetiu que não havia acontecido nada e tentou pensar
nas estrelas que se acendiam na serra. Inutilmente.
Àquela hora as estrelas estavam apagadas".





e se dessa vez?

por * * 16:15

OS SEUS:

[6.11.07]

esse novembro de tão doce tá até me dando frivioco.

por * * 16:55

OS SEUS:

[4.11.07]

são paulo desde quinta-feira era um pote até aqui de mágoa.
me distraí e o sol de dentro de mim aconteceu,
outra vez.

por * * 19:35

OS SEUS:

[1.11.07]

e se dessa vez.

por * * 17:15

OS SEUS:

- Era isso, Stella...
Era isso (pausa) aquela coisa que senti.
- O quê?
- Aquela coisa...
- Aquela coisa sem nome?
- Aquela coisa sem nome era só saudade.

por * * 12:37

OS SEUS:

[31.10.07]

chuva de gelo é estrela cadente que se perdeu?



perdi as contas.

por * * 15:24

OS SEUS:

[30.10.07]

nós e os sonetos de shakespeare e ele e todo o sentido da vida numa noite que acabou desabando água: "pra lavar o que tem que limpar".

por * * 11:32

OS SEUS:

[29.10.07]

Schmetterling Flug.



O caminho da glória aparece no meio da cegueira, é inferno e é silêncio. Mas é hora, eu sei: Vai teu caminho, Carol. Vai.
Deixa a paixão dormir.
Deixa a cegueira um pouco.
E constrói teu caminho lentamente com amor e não te esqueças, ah, não te esqueças do inferno e volta pra lá se for preciso recarregar a alma com essa fome que sempre foi tua mas você se alimentou de tanta coisa que não te pertencia que chegou a náusea: Vomita, mas vomita pra ti. Cuida do teu silêncio e da tua alma. E não te esqueça do que foi. Por favor.

Trecho da carta de Caio Fernando Abreu para mim.
(Ho ho ho)


por * * 12:41

OS SEUS:

[24.10.07]

pára.


Nesse tempo todo joguei tanta coisa estranha em você. Coisas que não se deve jogar em cima de alguém, porque eram as minhas neuras, os meus medos, as minhas dores. Quis lhe dar um lugar quente pra que repousasse sua dor de tanto tempo, sem exigir nada, sem esperar nada além de um lugar quente pra repousar meu amor de tanto tempo. Por que você tem que morrer pra que eu posso continuar a caminhar? Cansei de parecer demasiado dramático ou de tudo doer tanto e sempre. Nem dói, sabe? Só estou um pouco triste e um pouco com medo. Mas dor não faz mais sentido ter. Tem tanto coisa deixando de fazer sentido, inclusive eu na sua vida. Tantas vezes eu te disse que continuasse a caminhada e tantas vezes acabei por esquecer da minha. Fiquei aqui esperando que uma dessas coisas bonitas que te incentivei a viver olhasse por mim e me escolhesse e enfim me deixasse SER. Pareço tão coitada dizendo essas coisas, mas entenda: Foi minha escolha. E se não fosse a fome que sinto talvez passasse a vida toda esperando por você. A minha fome é tão grande. Acho que é começada a caminhada. Que medo de acordar amanhã e querer voltar. Mas não posso, eu devo ir. Deve ter coisa tão-bonita-quanto pelo caminho, não? Meu amor por você é coisa tão grande. É coisa tão grande. Dessas que me tiram sorrisos e suspiros no meio de qualquer coisa só de lembrar. Porque você soube amar o meu amor, e quando o amor é permitido pode-se mudar toda uma vida. Meu medo de ir é porque não sei o que isso significa e ir me parece, às vezes, tão eterno. Tem como você me prometer que a gente se encontra ainda? Você acha que consigo? Hoje, quando decidi que seria hoje, quase desisti, respirei fundo e fui. Fiquei observando o espaço da sua sala procurando alguma coisa ou qualquer significado ou vestígio e não encontrei nada. Você não me perguntou como eu estava e nem eu lhe perguntei, não dissemos nada além do que não importava. Senti seu coração disparado e sorrimos com tanto amor no olhar. Não houve até logo nem adeus. Acho que foi ali, na porta, sem nenhuma emoção, que a vida (a minha vida) deu de mudar de-fi-ni-ti-va-men-te, não é? Nenhum cheiro, nenhum toque, nenhuma palavra: Fazia tanto silêncio. Parti sem nem olhar pra trás, e ainda há tanto silêncio aqui. Eu te amo, amo, amo, amo. Mas já é hora de ir.


por * * 15:43

OS SEUS:

[18.10.07]


"o aprendizado do amor
flecha de são sebastião
cicatriz no plexo
e o sol
na íris"
(gero camilo)


por * * 10:35

OS SEUS:

[17.10.07]

ô ô ô coração.

por * * 16:57

OS SEUS:

[16.10.07]

Meu tambor tocando a banda:




"Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou"


por * * 12:08

OS SEUS:

[10.10.07]

Fui internada há sete meses e ninguém foi comunicado: Têm árvores no lugar. Têm borboletas no lugar. E parece que há liberdade no lugar. Não comunicaram nem mesmo a mim a decisão da internação. Minha cadeira virou leito, me convenceram com todos os argumentos que devo ficar e permaneço. O laudo médico eu não vi. Estou doente, eu sei, mas preciso sair daqui. Ando pelos corredores buscando remédios e sinto sono, sono, sono. Sono e uma dor que corre pelo corpo todo: Permanece na espinha dorsal.
Ninguém sabe do poço escondido aqui, só eu vi. Eles são perigosos e não escutam quando imploro pra sair e abaixam a cabeça e colocam a mão no meu ombro e dizem que preciso pensar melhor: Essa não é uma decisão sensata, querida.
Não tenho mais força.
Não tenho mais força.
Não tenho mais força.


Se puderem comunicar a Deus sobre esse fato façam-me o favor: Estou desesperada.



por * * 12:25

OS SEUS:

[8.10.07]

Falávamos de rio e de margem e de amor e de esperas e de partidas e tudo dentro de mim fazia tanto barulho que eu me confundia com o rio e a margem e o amor e as esperas e as partidas. Tudo o que eu era e ninguém sabia. Porque me doíam esses rios e essas margens e esses amores e essas esperas e essas partidas. Doíam e não disse porque isso era antes: E como falar de algo que foi (e era eu) sem parecer que ainda é? Como falar sem sentir medo de ainda ser, de ainda doer? Quando me dei conta já eram acusadas todas as pessoas que estavam ali, como se elas me transpassassem: O que elas não sabiam sobre si era tão triste. E o que eu não sabia sobre mim era tão triste. E ninguém me perdoaria se eu dissesse. Seria tão bonito se todos nós, juntos, pegássemos nossas canoas e partíssemos: Mas nem todos nasceram para partir e nem todos nasceram para esperar, ou nascemos todos para toda e qualquer coisa. Pensei que se talvez Deus existisse ele poderia aparecer naquele exato momento em que a gente decide deixar de ser o que se é. Mas isso não vai acontecer: Porque Deus não existe nos dias de semana. E estávamos ali numa roda, com toda essa imensa falta de não se saber o que se é, vendo os estranhos caminhos cheios de margens a amores e esperas e partidas e rio.
E rio.


por * * 17:58

OS SEUS:

[4.10.07]

ai a paixão...

por * * 12:57

OS SEUS:

[3.10.07]

Meu nome é Grace.

Eu sou a faca e o corte.
Raiva é diferente de ódio, mas é câncer igual.
Eu sou a faca e o corte.
Minha boca não guarda mais palavra.
Eu sou a faca e o corte.


Sem vestígios daquele amor.
Eu não sou piedosa


E foda-se.

por * * 17:52

OS SEUS:

[1.10.07]

"numa cidade onde tanto fazia se os dias eram cinzas ou azuis eu ia lá saber que o perigo era o arco-íris"





gero camilo.

por * * 16:49

OS SEUS:

[27.9.07]

"e te amo, mesmo que não saibamos dizer.
um dia seremos simples. e neste dia, seremos indizivelmente felizes."


por * * 16:53

OS SEUS:

[25.9.07]



Nós, os Coiotes.

por * * 14:42

OS SEUS:

Já é primavera!

Meu coração está sorrindo com(o) as flores por aí.

por * * 12:13

OS SEUS:

[21.9.07]

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu


Vá pra porra Chico Buarque!


por * * 16:42

OS SEUS:

[20.9.07]

Uma: Quando eu a vi nascendo sem nem saber o que fazer caso algo desse errado, eu... Quando ela nasceu eu senti a vida e a morte ali e de repente explodiu no meu coração um amor tão grande e tão impossível de explicar. Então um dia ela levanta e vai embora da minha vida carregando a menina com ela.
Elas se olham no olhos.
Uma sorri com tanta dor.
A outra sorri com compaixão e dor.

A outra: E ficou um buraco... Ficou faltando um pedaço...
Uma: É! Não, não, não ficou buraco nenhum, não me falta pedaço nenhum. Quando elas sairam da minha vida não ficou me faltando nada. Eu sou inteira.
A outra: Nada te falta?
Uma: Eu sou inteira e me falta tudo.
(pausa)
Me falta tudo sempre.
As mãos dadas e a dor.


No meio de tanta-coisa-que-não-se-explica a gente se encontrou.

por * * 17:35

OS SEUS:

[19.9.07]

Sexta-feira a Doutor Arnaldo estava tão feliz, tão, tão.
Sábado a Doutor Arnaldo.
Domingo na Doutor Arnaldo.
Segunda feira por baixo da avenida lembrei da alegria da Doutor Arnaldo nesse-último-fim-de-semana: Uma vontade de chorar.



Só a Doutor Arnaldo sabe dos sorrisos da gente.


por * * 17:07

OS SEUS:

[18.9.07]

"Ondas gigantes crescendo
No mar dos sertões na minha cabeça"


por * * 16:40

OS SEUS:

[17.9.07]

Para Elka.

Meu coração de barco em alto mar.
Seus cabelos de oferenda.
Nossa âncora de sete rosas brancas.
Nas poucas sete horas.
Sua partida pra outro porto.
Meu amor acenando tchau.

Ah seu eu fosse marinheiro...

por * * 14:20

OS SEUS:

[13.9.07]

a diferença entre eu e ela (e talvez uma das poucas) é que ela chegou na hora certa.
eu não.

por * * 11:05

OS SEUS:

[12.9.07]

O mundo cheio de câncer e a alma suja suja suja.
nem chove em são paulo.
seca.





pra porra toda a sujeira.

por * * 16:30

OS SEUS:

no mesmo dia que as torres gêmeas foram ao chão ela reapareceu.




santo-deus.

por * * 11:39

OS SEUS:

[6.9.07]

Vou te vi
Ali deserta de qualquer alguém
Penso, logo irei
Que seja antes minha que de outrem
Quando o vento fez do teu vestido
Um dom que Deus te deu
Claro que eu rirei
Ao vendo o que outro alguém não viu

Vou andei
E me chegando assim te cercarei
Digo, aqui tô eu
Que te amo e às tuas pernas quero bem
Já que estamos nós
Te sugeri-me então o que fazer
Claro que eu beijei
Ao tendo o que outro alguém não quis

E tudo isso
Foi no mês que vem
Foi quando eu chegar
Foi na hora em que eu te vi
E mais que tudo
Foi no mês que vem
Foi quando eu chegar
Na hora em que eu te quis

Vou fiquei
No teu chegado e tu chegada ao meu
Penso, grande é Deus
Um paraíso prum sujeito ateu
E pensando assim
Farei aquilo que o teu gosto quis
Claro, eu já ganhei de volta
Tudo o que eu quiser

E tudo isso
Foi no mês que vem
Foi quando eu chegar
Foi na hora em que eu te vi
E mais que tudo
Foi no mês que vem
Foi quando eu chegar
Na hora em que eu te quis


(Vitor Ramil)


por * * 12:46

OS SEUS:

[5.9.07]

"O amor já vai embora
Ou perde a condução
Será que não repara
A desarrumação"


por * * 12:45

OS SEUS:

[4.9.07]



é essa minha vontade.

por * * 11:43

OS SEUS:

[31.8.07]

Antes-da-Conclusão


O movimento fim de julho tentou avisar que não adiantava, seria inevitável. Como se não bastassem meus abismos e o inverno. Sim, porque eu achava que aqueles tais ciclos já haviam chegado ao fim, cansados talvez da minha não-desistência.
Quando começou agosto perdi noção de tempo. O que era parecia ser, o que foi nem sequer existiu. Sofri de desejos violentos, ausências imensas, uma fome insaciável – não de comida: uma fome de não caber – meus olhos não choravam, bebi demais, fumei demais, amei com todos os meus poros e achei que fosse morrer. Em agosto achei que fosse morrer de paixão-medo-tristeza-alegria-agonia.
O Eterno Retorno, meu conflito com o mundo, as certezas fracassando, os sentidos a flor da pele transbordando com qualquer beijo de novela. O fim, o fim, o fim. A sensação de fracasso, amargura. Sim, era o fim do que nem sei se foi, como se eu tivesse a obrigação de ter sido, ou tentado de outra forma e me contentar com a satisfação das coisas simples – e únicas – fosse motivo para a minha punição. Vontade de destruir a única coisa que me salva e é doce.
Agosto não teve dó. Mas hoje é dia 31 e é sexta feira e logo vem a primavera – árvores cheias de cores, contraste entre o que vem pela frente e o cinza do céu de agosto que fica por aqui – com a lucidez dos embriagados vou e não olho pra trás. Mesmo sabendo que agosto volta ano que vem, ou em abril, ou num domingo qualquer. Eu continuo.



por * * 13:36

OS SEUS:

[28.8.07]

"Zeus apaixonou-se por Métis, tendo sido ela sua primeira esposa. Contudo, foi advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronou Cronos e, este, Urano. Amedrontado, Zeus resolveu engolir Métis. Para tanto, utilizou-se de um fabuloso ardil. Convenceu sua esposa a participar de uma brincadeira divina, na qual cada um deveria se transformar em um animal diferente. Métis, desta vez, não foi prudente, e se transformou numa mosca. Zeus aproveitou a oportunidade e a engoliu. Todavia, Métis já estava grávida de Atena, e continuou a gestação na cabeça de Zeus, aproveitando o tempo ocioso para tecer as roupas da sua vindoura filha. Um dia, durante uma guerra, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça, e Hefesto, o feio deus ferreiro e do fogo, lhe deu uma machadada na cabeça, de onde Atena saiu já adulta com elmo, armadura e escudo..."

Um bando de apaixonados sim.

por * * 16:31

OS SEUS:

[27.8.07]

sempre me falta quando transbordo: de um lado ou de outro.


por * * 12:33

OS SEUS:

[24.8.07]

perdi meu amor de vista: ele foi nadar lá onde acabam as cachoeiras.

por * * 10:25

OS SEUS:

[23.8.07]

o segundo dia foi assim:






















.

por * * 16:28

OS SEUS:

[22.8.07]

o primeiro dia foi assim:






















.

por * * 12:32

OS SEUS:

[21.8.07]

Desde cedo Carolina aprendeu a doer.
Quando pequena sua mãe lhe deu um par de asas de tecido branco rendado. Carolina pensou que podia voar, caiu de cima do muro com suas asas rasgadas. Carolina pensou: É tempo de crescer. Cresceu até cortar e sangrou.
Sangrou.
Sangrou até ficar só com sua dor-de-não-caber e foi pra vida, esquecida, a Carolina.

Tantos muros.
Tantos rasgos.
Tanta dor.


Ninguém sabe, mas Carolina não acredita que as coisas vão mudar.

por * * 11:54

OS SEUS:

[19.8.07]

se não é dor nem dó.

ela e sua boca de aliança
o menino que passava sem nem ver meu rosto
escorrendo lento pelo espelho
a lágrima beirando a iris e o chão:
se atirou no mar, era sertão.


Quantas voltas, hoje.



tua cabeleira de ameixa
água viva.
meu soluço é fonte
secou.





na quinta-feira o tempo deu de voltar. quinta-feira que é "dia-transparente-que-nem-asa-de-inseto".
trans-pareceu.
ontem era cedo demais.


por * * 00:45

OS SEUS:

[17.8.07]

outro dia quiseram saber do tamanho da minha maldade e eu só penso no meu-amor o-tempo-todo.
já pensei em suicídio e tenho vontade de matar as pombas nas ruas mas não tenho coragem, não entendo bem as coisas que acontecem nos meus espaços. É que me coração esquenta-esfria-esquenta-esfria.

por * * 17:21

OS SEUS:

[16.8.07]

meu amor é autuação completa.

por * * 17:21

OS SEUS:

[15.8.07]

quem passa pensa, poxa não passa
portanto não é um isso
é outro


por * * 13:56

OS SEUS:

[14.8.07]

Eles dançavam há muito tempo – três ou quatro anos? – muito tempo.
(Suspiro).
O som chegando quase música.
A morte das coisas.


por * * 13:30

OS SEUS:

[13.8.07]

sem amor, só a loucura.

hoje a noite foi foda.

por * * 13:57

OS SEUS:

[9.8.07]

Eu: Fonte revitalizadora do meu próprio ego.
Sou meu próprio complexo.


PONTO!
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! putaquelamerda.

por * * 16:01

OS SEUS:

[7.8.07]

pá de castelo de areia.

por * * 16:19

OS SEUS:

[2.8.07]

Minha cara amassada, o barulho dos seus pés no assoalho. Dormi sem nem sonhar, parecia que a vida real me bastava. Meu sono com todas as suas formas, todo seu. Só faltou sua companhia para me mostrar como-é-que-se-sente-amor-de-verdade, na verdade.




por * * 17:47

OS SEUS:

[30.7.07]

As coisas deixaram de correr por dentro para se movimentar por fora, incansavelmente. V. se casou e ainda não visitei sua casa porque não tenho vontade alguma.
*
Se o meu coração fosse o mar ele já teria secado.
Chorar não consigo mais, esgotei, cansei. Perco a esperança muitas vezes por dia. Respiro fundo. Acendo um cigarro no outro e recomeço.
*
S. descobriu que a realidade pesa nas costas. A. me faz bem quando está por perto. T. chorou no meu ombro enquanto eu chorava por dentro.
*
Não entendo essa troca de liberdade pela não liberdade. Minha cabeça acumula perguntas, não pó, minha rinite quase não aparece.
*
Aprendi tanto na teoria que esqueci de viver.


por * * 17:08

OS SEUS:

[26.7.07]

para quem vier a me amar.

sou toda em partes
flor, fruto, muda
não tenho meio
vivo pendurada nos extremos

tudo de mim em parte me incomoda
não sei partir
nem ficar

não é só minha a minha pele
me confundo no que não sou
e acabo por ser em toda parte

repito palavras
até perder o sentido
e virar somente movimento
música, som.

não sou tudo o que posso ser
pensando bem
acho que sou-um-pouco-palavra-repetida.



por * * 13:05

OS SEUS:

[25.7.07]

Agora é a sua vez.
Do you believe in love...?
Então tá.
Não insisto mais.


Ana C.




Ixi.




por * * 16:40

OS SEUS:

[20.7.07]

amo tanto e com tanto amor acho tudo bonito.


por * * 12:42

OS SEUS:

[18.7.07]

"Quê? Teria a vida também necessidade da canalha?
As fontes envenenadas, os fogos pestilentos, os sonhos maculados, os vermes no pão da vida são coisas necessárias?
Não era ódio, mas a aversão o que me devorava a vida!
(...)
E permaneci entre os povos como estrangeiro, e com os ouvidos cerrados, a fim de que fossem coisas estranhas para mim a linguagem do seu tráfico e o seu regatear pelo poder (...)

Pregadores da igualdade e TARÂNTULAS.
Estas aranhas venenosas falam em favor da vida, apesar de estarem acaçapadas nas suas cavernas e afastadas da vida: porque assim querem prejudicar.

Com estes pregadores da igualdade é que eu não quero ser misturado nem confundido. Porque a justiça me fala assim: "Os homens não são iguais

Desventura! Também me picou a tarântula, minha antiga inimiga! Divinamente firme a bela picou-me o dedo!
Sim; está vingada! Pobre de mim, vai minha alma girar como um turbilhão de vingança!"



Como Zaratustra não sou um turbilhão de vingança.
Não é preciso nem sair de casa para ser picado por tarântulas.
Haja banho de erva, haja calma, haja força para tanta maldade por metro quadrado.

por * * 09:59

OS SEUS:

[17.7.07]

"Nasci com a fraqueza, mesmo mantendo-me forte. Volver a los viente. Certeza de que eu morro ao contrário, não conto os dias. Minha cabeça é minha própria treva, meu próprio túmulo, e agora, não consigo sair. Você pode até me puxar, gritar no meu ouvido, mas a única coisa que sinto é essa enfermidade sem nome."
Danilo

por * * 16:20

OS SEUS:

[16.7.07]

querer caminhar com as próprias pernas é pedir muito?

"O MUNDO TODO É HOSTIL"

por * * 13:19

OS SEUS:

[13.7.07]



que ele me ajude a abrir os caminhos e meu coração.


por * * 13:22

OS SEUS:

[12.7.07]

repetir repetir repetir
até ficar diferente.

por * * 16:46

OS SEUS:

[11.7.07]

eu querendo dizer sobre ela no meu sonho todo dela.
e zeca baleiro no rádio cantando o que mais sei sobre tudo isso: quase nada.

p.s. se eu voar você me segue?



por * * 16:54

OS SEUS:

[10.7.07]

Roberto Freire não sabe viver sem paixão.
Nem eu.

por * * 10:58

OS SEUS:

[5.7.07]

me desejem sorte amanhã.
e calma.

(omeucoraçãodisparado)

por * * 13:51

OS SEUS:

[4.7.07]

...queria que você fosse até minha casa e ficasse num de seus monólogos falando sobre a vida e a morte e o amor e que não me contasse nada da sua vida e nem do seu passado. eu quero você pura e atual, nada de tentar te desvendar com esse meu lado psicóloga psicótica porque isso me faria sair correndo desesperada achando que não sei mesmo amar. e naquela noite a única coisa que fiz foi te amar. eu era eu sem nenhuma proteção. há tempos alguém não me fazia sentir sono nem medo. eu não tive medo de você.

por * * 13:06

OS SEUS:

abandonei o barco?

ah! eu retorno logo...

por * * 09:18

OS SEUS:

[27.6.07]

Os olhos dela estavam brilhantes sem nem estarem ao sol e ela repetia com o bilhete dele nas mãos: Faz tempo que não sei o que dizer.

“Não tem coisa mais bonita do que o amor naquilo que a gente chama de amor...”
Roberto Freire e todo o meu amor transbordante até nos amores que não são meus.

por * * 16:39

OS SEUS:

[21.6.07]

o pior ignorante definitivamente é aquele que nem discute.


pelamordedeus.

por * * 11:54

OS SEUS:

[19.6.07]

as pessoas precisam ser avisadas:




já é.

por * * 16:06

OS SEUS:

[18.6.07]

aquarela
cadela
pinguela
trela
bela
novela
paralela
tela
apela
congela
modela
parcela
pimpinela
cautela
donzela
zela
sentinela

tudo isso é pra dizer que estou com saudades dela.




por * * 15:54

OS SEUS:

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