[6.11.09]

ana cristina césar e eu nos reencontramos.

por * * 14:55

OS SEUS:

[3.11.09]

e outra vez as borboletas rodeando a cabeça e dançando no estômago.
e outra e outra e outra.

por * * 21:29

OS SEUS:

[20.9.09]

tenho saudade das caminhadas solitárias na avenida paulista, e que não eram vazias, nunca. tenho saudade de quando esperava você me ligar e você nunca me ligava e das tantas vezes que ficava procurando você quando sabia que ia chegar. tenho saudade das cartas, dos bilhetes debaixo da porta, as flores na madrugada. tenho saudade das madrugadas em claro vinho e amor, saudade de quando viver só dependia disso. tenho saudade dos meus amigos bêbados e apaixonados e das poesias em público que não tinhamos medo de escrever. tenho saudade de ver a terra lá de cima e das anotações no meu caderno a cada vertigem, tenho saudade das ladeiras de olinda e dos 6 quilômetros que me separavam do meu amor. tenho saudade da coruja gritando em cima do poste e das pedras do arpoador. tenho saudade do cheiro do bolo dentro do forno e dos machucados criando casquinha. tenho saudade dos pés sujos e das estrelas cadentes em são thomé das letras. tenho saudade das músicas preferidas cantadas quase todos os dias e daquele jeito que era só seu de tocar violão. tenho saudade da escadaria de mauá e de quando podia trançar meus cabelos. tenho saudade do gosto do abacate amassado e do medo de trovão. saudade do cheiro de mangue do capibaribe e das mangas verdes que você comia com sal. tenho saudade de quando havia um trem no meu estômago a cada vez que você me olhava e das vezes que você me prometia que daria certo. tenho saudade das caronas e das vezes que dormimos nas ruas. tenho saudade das festas na piscina e de todas as lembranças que sobreviveram a vodka. tenho saudade das tardes no teatro, o primeiro cigarro e aquele amor. tenho saudade de quando tudo o que eu precisava era um abraço pra descansar a cabeça. tenho saudade dos beijos escondidos e dos olhares que você me entregava, saudade do dia em que me disse adeus. tenho saudade de quase tudo que fui, saudade de mim.
tanta saudade de mim e de quem ter saudade.

por * * 17:31

OS SEUS:

[19.9.09]

hoje caminhando pela rua decidi ser feliz.

por * * 22:03

OS SEUS:

[18.9.09]

o vento da saudade passou arrastando tudo por aqui.

por * * 17:12

OS SEUS:

[7.9.09]

a segunda feira que parece domingo e o céu cheio de estrelas e a música no rádio repetindo vezes e vezes e vezes que não tenho medo não tenho nada o telefone que toca e o transporte público o trabalho as poses e poesia a saudade aqui dentro de nem sei o quê que eu to sentindo saudade e aquele sonho e os outros sonhos enquanto estou acordada e o michael jackson e a festa de ontem e as amizades perdidas e as confusões a guerra os estados unidos e a amazônia e a história que não aconteceu e o calor da cidade de são paulo o mar do rio de janeiro e as mulheres e os lobos e a lu meu deus a lu e a ju e a outra lu e todas as luzes da minha vida e a casa dos pais dela e a minha mãe e meu pai e pernambuco e os aviões passando sobre a minha cabeça e a vontade de sempre partir não quero ficar eu quero ir e meu violão e as guitarras e o tchacundun e raul o papagaio pavarotti e as panelas da minha vó e os coreanos da vinte e cinco de março e os bolivianos nos porões do centro da cidade e a madona beijando jesus e a culpa os gladiadores e os palhaços da kombi e a vontade de beijá-la como eu queria beijá-la como eu queria sonhar só de olhos fechados enquanto durmo e o jung e a tata e o cheiro da casa rosa e o sofá da sala e as opiniões e o heraldo e o subacos fedorentos no trem para a estação da luz e minha rinite e minha vontade de chorar e de partir sempre a vontade de partir ou de ficar-partindo pertinho de quem me alimenta a alma mesmo sem nem saber que tenho fome e que meu telefone tocasse e eu nem pensasse em passar a noite acordada beijando a boca de baco e as poesias gritadas na madrugada e as declarações de amor que sempre são ridiculas e as pixações nos muros gentileza e a periferia de são paulo o tráfico no rio de janeiro e a mídia e meu coração que não cabe no mundo meu coração desenhado no muro e o preço do arroz e a internet e as transformações a aids e as bucetas peludas e os macacos o homem pré histórico e aquele filme do sexto sentido e as bandas que nunca tive e as bandas que terei e minha guitarra imaginária e o sinal fechado e as dores no peito a falta de ar o cigarro queimando as queimas de fogos e os barulhos de fim de ano e a argentina chupando e a cocaína e minha falta de vontade a minha falta o meu excesso minha boca queimando e a europa a bolsa de valores o sangue os filhos os artistas de rua e a ditadura e a falta a falta a falta sobra o céu cheio de estrelas e a segunda feira que parece domingo.

por * * 20:48

OS SEUS:

[4.9.09]

a lua mais cheia do ano se escondeu o tempo todo, de mim, no céu: aqui não tem ninguém para a brincadeira ser em terra firme.

por * * 23:07

OS SEUS:

[1.9.09]

"Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim"


por * * 18:40

OS SEUS:

[19.8.09]

- você tem tempo?

- o tempo da minha vida toda.

por * * 19:26

OS SEUS:

vida-morte-vida.

seu nome depois de se confundir com o meu deu de desaparecer sem deixar rastros: feito você.

por * * 19:23

OS SEUS:

[17.8.09]

pronto, carol.
se era isso que queria você conseguiu: você se entristeceu.



por * * 22:59

OS SEUS:

[10.8.09]

- você canta?
- eu canto.
- onde?
- em todo canto.
- por que você canta?
- (silêncio)
- pra quê você canta?
- pra encontrar a beleza eterna.
- e onde a beleza eterna está?
- não sei ainda...
- talvez ela esteja no centro.
- acho que não, se estivesse já teriam encontrado.
- mas você vive pelos cantos.
- nunca pensei nisso...
- onde você acha que pode estar a beleza eterna?
- às vezes acho que ela está longe.
- longe?
- é... na amazônia talvez.
- em que lugar?
- no centro dela.
- onde mais?
- na pororoca....
- e você vai atrás dela?
- eu vou.
- quando você parte?
- em breve.
- você vai sozinha?
- sim. esse é um caminho sozinho.
- você queria alguém com você?
- sim. queria muito.
- por que?
- porque aí a solidão seria menos sozinha.
- mas você tem seu canto.
- é. eu tenho meu canto.
- e quando você encontrar a beleza eterna, o que acontece?
- (silêncio)
- o que acontece?
- aí acaba, né?!
- acaba?
- é. deixa de fazer sentido. encontrar a beleza eterna é a plenitude.
- mas acaba assim de repente?
- é. acaba.
- mas isso é muito triste.
- depois dela não tem mais pra onde ir.
- e depois de acabar o que acontece?
- a gente fica pleno.
- como é?
- a gente se perde na beleza e não volta mais.
- acho que você já encontrou.
- ainda não. ainda falta muito caminho pra andar.
- mas e depois?
- depois acontece que alguém vai atrás da beleza que eu virei, entende? alguém vai me procurar depois e eu não fico mais sozinha. é um ciclo.
- quero ir com você.
- mesmo?
- eu quero ir procurar por você e te encontrar na plenitude.
- jura?
- juro.
- vai você e me espera que vou te encontrar.
- (silêncio)
- e se a gente enlouquecer?
- acontece.
- você não tem medo?
- não.
- então eu vou.
- o ciclo.
- você e eu.
- o infinito.


por * * 21:51

OS SEUS:

[5.8.09]

fumo um cigarro atrás do outro e penso que tenho fumado menos. a mesma quantidade desde não sei quando, me engano, tá tudo bem. aos poucos vou vivendo cada vez mais com as mãos vazias, os planos vão desaparecendo como desaparece a poeira em dia de faxina, durmo de puro cansaço e sonho quase nunca, não invento histórias antes de dormir e tudo bem. não conto mais os dias e por favor não me venha dizer que já é agosto e que a lua mingua. me dá um copo de respiração que eu to suja por dentro. me recuso a saber que horas são e que dia é amanhã, espero o cansaço, sentada, sozinha. na padaria antes do sol se esconder vi um sonho dentro da caixa de vidro: se eu comer um sonho, talvez.
cheia de medo em todos os poros. alguém me dá um copo de respiração, por favor. que o medo não cansa, o medo congela, e minhas costas doem. entrei na roda gigante e não consigo mais sair, entrei por engano e estou presa rodando enjoada e já anoiteceu, não dá pra ver nada daqui de cima rodando. antes eu via as luzes e era tão bonito. era tão doce aquelas luzes coloridas dançando para os meus olhos. daqui de cima não vejo nada, só posso olhar pra mim mesma e minha voz já calou de tanto gritar. giro no silêncio. essa roda a de parar e me deixar sair. então, com os pés no chão, ainda tonta vou por qualquer caminho, quero confiar no que a vida me dá, vou por qualquer estrada torta, tonta.
outro cigarro diminuindo entre os dedos.
silêncio.

por * * 21:18

OS SEUS:

[28.7.09]

aonde se olha dentro do quarto se vê alguém querendo partir, as malas amontoadas não cabem no guarda roupa como não cabe em mim a vontade de sair sem rumo beirado estradas que nem imagino de onde partem nem onde hão de chegar. aonde se olha dentro de mim há esperança e pés prontos para a partida, aonde se olha aqui se vê sem fundo nem chegada, é feito o horizonte dentro de mim.

por * * 13:53

OS SEUS:

[27.7.09]

"Quem é homem de bem
Não trai!
O amor que lhe quer
Seu bem!
Quem diz muito que vai
Não vai!
Assim como não vai
Não vem!..."


Não sabia como começar e aproveitei Vinicius ao pé do ouvido. Escuto essa música desde ontem. Mesmo quando não, ela fica se repetindo dentro de mim.
Chove, faz frio, meu pé dói. Pé que torci de repente enquanto rodava o calcanhar. Frio é sozinho. Dói meu pé, de solidão, talvez. A vida continua a mesma. Não fiz nada grandioso nos últimos tempos a não ser me perguntar porque existimos.
Tenho dormido muito, umas doze horas por dia, colocar o pé fora de casa é uma possibilidade que me desespera, queria ficar aqui por mais uns bons dias, sairia se fosse direto ao aeroporto, pra longe, nascer em outra paisagem. Não consigo parar de pensar em você, por isso escrevo, porque não penso com amor, penso com um sentimento ruim e amargo, escrevo para que isso saia de mim, enfim.
Hoje é um dia muito sozinho. Me pergunto: Quando não? Porque quando a gente mais quer alguém pra dividir qualquer coisa, grande ou pequena, se quanto mais a gente precisa mais ficamos mais sozinhos, quando não somos?
Resolvo fumar mais um cigarro, acho que estou fumando menos que antes, mais do que deveria, só tem mais um cigarro no maço, a mercearia da esquina já fechou, preciso escolher o momento certo para fumá-lo.
Não queria ter que escrever essa carta, não queria ter que sentir isso, não queria me sentir sozinha, cada vez mais sozinha. Queria que tudo isso fosse algo tão natural que não me afetasse em nada. Mas como não endurecer e aceitar tudo isso?
Sabe o que em mim mais incomoda? Essa necessidade de imagem que você criou, esse tanto de amor aí que não se importa nem um pouco com esse gosto amargo. Essa tentativa de deixar tudo bem, deixar o tempo fazer tudo ficar bem sem nenhuma palavra, nada, nenhuma tentativa mais justa de fazer com que tudo fique bem. E é por isso, hoje, é por isso agora que prefiro que doa saber da solidão do que passar a vida vivendo um amor de imagem. Gosto de limpeza, gosto das coisas claras, e você sempre soube disso.
Você consegue compreender?
Não escrevo nada há tempos, tudo isso me fez secar por dentro. Tenho medo de sair de casa e ter que dar de cara com a vida que anda sendo bem mesquinha comigo. Por isso permaneço aqui, segura. Durmo com a TV ligada todos os dias, durmo de puro cansaço, não invento mais nada, nenhuma ilusão, nenhuma expectativa, só pra não ter que ver a morte disso depois. Mas não perdi a esperança, isso não, há de chegar um dia em que isso será tão distante de mim que nem vou me reconhecer nisso que escrevo. O que me mantem viva é essa tal esperança.
Talvez nunca mais volte a falar com você, por escolha, sim. E não por isso me tornarei uma pessoa amarga, só vou saber mais do meu amor por mim. Não quero desconfiar de ninguém, não te quero perto porque talvez nunca mais acredite em uma palavra que disser e não quero esse peso rondando minha vida.
Então, por favor, não fique me mandando palavras de amor porque eu não acredito em mais nenhuma. Deixe-me aqui vivendo a minha vida, sozinha, logo mais esqueço seu nome.


por * * 20:31

OS SEUS:

[18.7.09]

"tenho nas mão um coração maior que tudo, nem tudo é meu e quem sou eu além de tudo?"

é amor isso que a gente chama de amor? isso que eles chamam de amor? será ainda preciso voltar para ver o que me tornei ou já sei? será que voltarei a procura de algo que já sei que não irei encontrar? por que a gente volta? por que a gente parte? porque não podemos salvar o outro? por que as pessoas se confudem umas nas outras? é isso que elas chamam de amor? mata-se por amor? ou as pessoas que matam e dizem que é por amor matam porque falta nelas o amor? será que o amor se encontra ou se inventa? será que suportamos o amor? é amor isso que a gente chama de amor? isso que eles chamam de amor? será que ando tão consciente que não posso mais amar? ou ando tão consciente que descobri o que é amor? será que o amor existe ou a gente inventa? o que é o amor?

por * * 21:55

OS SEUS:

[16.7.09]

tomar um café já gelado da noite fria e engolir todos os nãos, eis o exercício de hoje.

por * * 18:47

OS SEUS:

[10.7.09]

"danço eu, dança você, na dança da solidão"

passei um pedaço de noite olhando a tela do telefone para ver chamar seu nome, para ver chegar seus passos pela rua sempre movimentada naquela pedaço da cidade, passei um pedaço de noite esperando sua voz desenhar palavras no espaço.
n´outro pedaço de noite tomei minha esperança de você gole por gole até esvaziar uma duas três garrafas então esqueci de olhar a tela, esqueci o som dos seus passos, me embriaguei da sua voz e esqueci de te esperar.

por * * 21:16

OS SEUS:

[2.7.09]

toda vez que vejo a escova de dentes dela ao lado da escova de dentes minha me sento na beira da banheira e choro bonito porque era isso, sempre foi isso, era só isso que eu queria e antes não via, a escova de dentes dela, a escova de dentes minha.

por * * 20:34

OS SEUS:

[30.6.09]

my little,
você partiu e eu nunca te disse o quanto és aqui um pedaço bonito e grande, és um pedaço meu e seu que parte em pedaços junto com você. tenho visto seus olhos todas as noites, e em todas as noites choro pequeno de pensar que eu nunca te disse o quanto és um pedaço bonito e grande aqui. sempre acreditei nas suas palavras embora tenha passado tempos sem ouvi-las, sempre acreditei no que dizias sem sequer ouvir, e ouvindo agora, depois, eu só queria te abraçar, queria te levar biscoitos e leite quente para te contar histórias de finais felizes, eu queria te abraçar e dizer que somos felizes para sempre, sei que tua felicidade nunca foi algo real mas sei que foi feliz porque sou como você e sou feliz assim no que invento, você inventou um mundo e viveu nele, as pessoas jamais suportariam, elas não poderiam aceitar que foste feliz na tua invenção, mas eu aceito, e choro pequeno de pensar que eu nunca te disse o quanto és um pedaço bonito e grande aqui.
digo agora e eternizo porque 'nem você nem eu somos descartáveis'.

love,
carol


por * * 20:04

OS SEUS:

[28.6.09]

domingo seu sorriso pela manhã.
domingo minha lágrima enroscada no adeus.

porque é preciso te deixar partir antes que isso me parta, é preciso te deixar ir antes que eu não consiga mais sair de você.

domingo seu carro desaparecendo na distância.
domingo minha caminhada de volta pra casa.

por * * 19:32

OS SEUS:

[26.6.09]

e trazendo para os meus olhos a manhã ela surgiu no meio da multidão e ficou parada tentando me encontrar e eu brincava de esconder sem que ela soubesse me preparando para segurar o abraço que não ia querer soltar depois de sentir toda ela dentro dele e nos meus olhos lábios coração um sorriso ia crescendo e enchendo todo o espaço e a multidão até alcançar os olhos lábios coração dela que sorria junto comigo e na caminhada sem silêncio eu ia me confundindo nela que me abraçava e arrancava dos meus olhos com a ponta das palavras todo amor que tenho aqui enquanto respirava ela eu era ela e eu era ela e a cada passo o chão era elaeu o muro da passarela euela os degraus da escada elaeu e na dança do nosso reencontro o tempo parou num raio de sol bem acima de nossas cabeças e a chuva que ela é casou com a manhã e a passarela e os degraus da escada e o sol e comigo. diluvia em mim.

por * * 19:17

OS SEUS:

[25.6.09]

na beira da avenida angélica não me lembrei de tom zé, eu só inventava seu andar na direção do meu e tentei olhar além da curva da avenida só para ver se te via mais de perto, igual quando me peguei com os olhos perdidos em plena estação da sé tentando adivinhar o momento que os seus passariam por lá - os seus olhos que estão perto de ser melodia. hoje como por acidente o seu cheiro passou arrastando meu juízo pra longe e você grudou aqui e fica subindo e descendo pela minha espinha me enchendo de suspiro e saudade.

por * * 21:54

OS SEUS:

[22.6.09]

há dias procuro alguma palavra para dizer o quanto você está toda aqui em mim mas não encontro, e depois de brigar com meu coração que teima em não mostrar a palavra que rime com seu sorriso percebo que não há palavra a ser dita porque você é a poesia toda, você toda.

por * * 22:22

OS SEUS:

[16.6.09]

e quando o que restou foi somente sua taça e eu no meio do bar, eu a abracei com meus lábios procurando o lugar exato que os seus haviam tocado e bebi o último gole do seu vinho como se fosse você, como se eu bebesse você.
depois chorei porque ter você dentro de mim era bonito demais.

por * * 16:30

OS SEUS:

[13.6.09]

- eu estou apaixonada por você.
- mas como? se eu não percebo.
- porque eu aprendi.
- o que?
- aprendi o amor.

por * * 11:23

OS SEUS:

[10.6.09]

hoje eu queria que chegasse outro tempo, que os dias fossem mais depressa, só pra ver se essa tristeza vira logo uma estrada nova, só por isso.

"a tinta da cara escorria lágrimas. meio palhaça chorava olhando a rua. vez em quando, dava um tragada no cigarro"
(caio f. e ana)


por * * 22:09

OS SEUS:

[5.6.09]

ou toca.
ou não toca.

por * * 19:40

OS SEUS:

[29.5.09]

ao som da saudade dividida com ana pérola.


- um all star que sabe partir, é isso.
- o quê?
- feito a saudade na despedida entre o caminho do metrô
- não entendo.
- nem eu, mas é preciso ir.

por * * 23:00

OS SEUS:

depois da nossa conversa, com meus sorrisos alimentado pelo seu nome, fiquei inventando nosso abraço que acontece sempre em outra paisagem. pensei em te escrever um poema bonito mas não o sei, então repito seu nome aqui dentro para que sonhe com o nosso abraço, sempre em outra paisagem.

por * * 21:57

OS SEUS:

"porque tu sabes que é de poesia
a minha vida secreta,
tu sabes dionísio
que ao teu lado te amando
antes de ser mulher,
sou inteira poeta,
e que teu corpo existe porque o meu
sempre existiu cantando.
meu corpo dionísio é que move
o grande corpo teu,
ainda que tu me vejas
extrema e suplicante
quando amanhece e me dizes
adeus"
(hilda hilst)


por * * 12:40

OS SEUS:

[27.5.09]

no meio de um muro na vila madalena, num ato de amor, nasce uma avenca.
no meu coração também.

por * * 17:23

OS SEUS:

[25.5.09]

Vem, que eu quero te entregar a flor que sempre carrego entre os dedos suados de sol ou frios de saudade. No meu quarto, no fundo de uma caixa, guardo palavras que recolho de todos os lugares. Elas te esperam para comporem o poema mais bonito que você nunca ouviu. Você já pode chegar porque meu coração tá limpinho e cheio de ar novo. Passei tempos jogando coisa fora, limpando os cantos. Só peço que me perdoe caso alguma coisa tenha ficado a mais, escondida dos meus olhos, me perdoe se essa coisa aparecer e me fazer falar demais sobre coisas sem sentido. A casa é quase nova, mas é preciso que você venha logo para que a poeira não volte a grudar nas paredes e para que as flores não morram (inclusive essa que carrego entre os dedos). Então promete que não demora?
As palavras no fundo da caixa também não se cabem mais, em breve será preciso outra. E não há muito espaço: O espaço que tem aqui é todo seu.
Vem, que eu quero que você me leve para algum lugar desconhecido e seu: Passei tanto tempo limpando tudo para sua chegada que não sei mais muito bem como andar.
Não precisa nem avisar, mas se você chegar e ninguém aparecer pode entrar, a porta estará aberta e eu logo mais adentro, cuidando do nosso jardim.

por * * 19:07

OS SEUS:

[19.5.09]




meu nome é gelsomina.


por * * 21:31

OS SEUS:

desde que li suas palavras que vieram de tão longe contando de ti não deixei de sonhar com você um só dia. e não tem um só dia também que eu não sinta medo de mim e do que sinto, quando foi que desaprendi o real? te queria aqui, perto, para que eu pudesse cantar bem baixo dentro dos seus ouvidos alguma canção. e que pudesse me sorrir porque sou a menina mais sozinha do mundo e tão cheia de amor, mas não sei amar, e você riria disso porque você também não sabe. e aprenderiamos juntas.


não tem um só dia, desde que recebi suas palavras andantes.

por * * 21:01

OS SEUS:

[12.5.09]

tem dias que não lembro de você, diferente de antes que toda eu tinha seu nome tatuado. e mesmo que ainda não pense sou toda você, só que de outro jeito, por isso talvez eu não me lembre sempre: porque você já está aqui.
no meu corpo tem você tatuada na minha perna, como se eu não pudesse mais caminhar sem te ter por perto.
eu não saberia como caminhar sem você por perto:
porque esse amor é a coisa mais bonita que me aconteceu.
e quando escuto seu passo no chão de madeira da casa eu sorrio ainda que não veja e não consigo mais dormir, eu tenho vontade de correr pro seu abraço e te ouvir falar sobre qualquer coisa, mesmo mal humorada, porque sei que você só sabe amar, como eu.
e sempre durmo na sala porque gosto de te ver chegar, gosto de abrir os olhos e ver você passando pela sala e fechando a porta da cozinha para que eu não acorde, mas sempre estou acordada ainda que sonhando, e depois durmo e não sonho, só você estar por perto me basta.
isso aqui é pra te lembrar que eu te amo demais e sempre.
que eu te amo sempre.

por * * 20:00

OS SEUS:

[6.5.09]

Para Ana: Um jardim de Maria

"Maria é meu amor
Amor que me faz chorar
Plantei um pé de alecrim
Um pé de alecrim, para perfumar"


O pé de alecrim
Virou pé de saudade
Tomou todo o jardim
Tem um nome gravado:

Maria, o meu amor.

Maria virou meu pranto
Maria é dona da melodia
Maria não pertence a nenhum canto

Um dia planto
Um jardim de Maria:
Para cada canto
Um tanto de amor

por * * 20:30

OS SEUS:

se você estivesse por perto, hoje, eu te levaria carregada pelas mãos até alguma praça, em qualquer lugar desses lugares que existem, só para que juntas pudéssemos ver a lua nascer e ganhar o céu, como se ela fosse parte de nós, nascendo e ganhando o céu, porque ao seu lado eu estaria repleta de uma felicidade que mais pareceria calma, esqueceria o quanto me esqueci e poderia, enfim, dar uma nova chance a esse coração tão grande que chega a ser labirinto.
se você estivesse por perto eu daria uma nova chance para mim, para que eu pudesse saber, então, que consigo amar, amar e viver esse amor. e viveria para saber dos seus olhos, embora ainda não saiba a cor.
eu colheria flores frescas para nossas manhãs sem fim e te abraçaria apertado e confortável como se o mundo fosse um grande concerto no teatro municipal de nossos corpos: tocando sempre nossas músicas mais queridas, diferentes, e numa harmonia indizível.
então saberíamos que nossa nudez nunca seria incompleta: somos inteiras: sorte do mundo ter eu e você: nosso encontro que nunca seria necessidade: nosso encontro de escolha.
se você estivesse por perto eu amaria a sua boca de manhã e os seus pés cansados quando a rua ganhasse seus passos sempre pesados em dia de mal humor e leves no amor, eu amaria até a sua falta de paciência com os meus olhos de pedinte.
se você estivesse por perto eu não estaria escrevendo essa carta para alguém que só existe longe das minhas mãos: eu estaria perdida dentro no meio da vida, no meio do nosso encontro que tarda a acontecer.

por * * 19:58

OS SEUS:

[30.4.09]

em dias assim azul-cinza eu tenho vontade de correr pelo centro da cidade esbarrando nas pessoas e do alto do viaduto do chá alçar um voo novo para um outro lugar: meu coração não cabe no peito e tenho fome.

meu lugar não é aqui.

então, volto para casa pelo mesmo caminho, cansada e triste.
porque não corri.
porque não esbarrei em ninguém.
porque continuo aqui.

dentro: uma saudade sem jeito de tudo que ainda não tive finca meus pés no chão e sem o ar quase não posso continuar: porque é nele que vivo, é por cima das coisas que existo, com os pés na terra nada faz muito sentido, é tudo precário e cinza. na garganta um nó enrosca a palavra e choro quieta, encolhida, suspiro sem fim: preciso continuar.
preciso respirar.
preciso de uma mão na minha mão.

porque se me pedes para continuar e aceitar a estrada eu continuo e aceito, mas não me peças para ser sozinha, isso não, eu imploro, nunca mais me diga que essa é a realidade: porque eu não posso acreditar que tem que ser assim.

pausa.
respiro e tento dizer, mas não consigo.
o que quero é tão pouco, repito.
tento acreditar que cada dia é um recomeço, tiro forças nem sei de onde e acredito - ah, como eu acredito! - porque é só isso que me resta: só essa fé sem nome própria. ter fé tem sido minha morada. não me resta mais nada além disso. eu sou fraca. eu sou forte. eu tenho medo.
eu tenho tanto medo.
eu tenho medo de não conseguir ir.
medo da resistência: querer ir mas não conseguir.
tenho medo de ficar e não ter mais essa fé sem tamanho.
parar no ontem que fui feliz.
eu quero ir.
eu quero ir.
eu quero ir.
deus! porque é que não consigo dizer: EU VOU.
e se você existe deus, se você é esse cara que dizem, olha pra mim e me ama, olha por mim e me ajuda. se é isso que você quer ouvir de mim eu digo: socorro, deus, socorro.
porque eu não quero passar pela vida.
eu quero ficar.
eu não quero morrer.
então me ajuda: o que quero é tão pouco.


acendo um cigarro.
volto para o labirinto que sou.
eu...
eu quero...
eu...



por * * 21:49

OS SEUS:

[26.4.09]

ontem cantei o amor com a minha voz mais bonita
sem desafinar
era feito uma oração
enquanto eu cantava
nascia uma flor
num canteiro da cidade

por * * 20:05

OS SEUS:

[20.4.09]

quero te amar no chão
debaixo das estrelas
numa noite de inverno
em outra paisagem

por * * 11:21

OS SEUS:

[16.4.09]

as borboletas voltaram a voar dentro e sobre minha cabeça.

por * * 18:38

OS SEUS:

[29.3.09]

hoje parei para ouvir meu coração.
em silêncio
as portas fechadas
quase encostei meu ouvido no peito,
e nada.
enquanto o som se aconchegava no chão eu fui ouvindo devagar:
parecia um canto de lamúrias
um solo de banjo
parecia choro de soluço.
percebi que há tempos não paro para ouvir meu coração:
ele está mais sozinho que eu.

por * * 21:00

OS SEUS:

[1.3.09]

a sombra do futuro
a sobra do passado
assombram a paisagem

(lenine)


por * * 13:21

OS SEUS:

"É doce morrer no mar"

Na primeira noite do nosso encontro foi o vento que o trouxe para perto de mim. Ele me abraçou e seu cheiro de maresia ficou grudado no meu corpo... Não há banho nem tempo que desgrude essa saudade sem jeito do meu peito.

Na areia ele gostava de correr atrás dos pássaros e os pássaros corriam dele e então ele me olhava com seus olhos de onda e sorria dentro do meu olho que sorria de volta lambendo a areia do meu amor, depois, em tempos que não se pode contar ele corria até mim e eu sorrindo sem fim o abraçava agradecendo aos céus por tamanha ressaca no meu coração. Ele abria sua boca que tinha a cor do fim da tarde e sua voz de mar me contava a história de sua mãe Iemanjá. Dizia de sua beleza infinita, seus cabelos longos e negros, sua face delicada e seus olhos e boca indizevelmente belos, e nesse momento eu sabia que ele era seu filho, suas belezas eram parecidas no meu imaginar. Então eu mergulhava naqueles olhos e desejava nunca mais sair. Ele deitava na areia e ria. Sempre as mesmas histórias, sempre o mesmo riso, e eu não sabia me cansar, queria que ele falasse mais, mil vezes mais aquela história e aqueles olhos.

Todas as nossas noites eram de maré cheia em mim e eu sabia que os marinheiros ao redor sonhavam conosco e a cidade inteira e se duvidassem o mundo inteiro também, até no fundo do mar, todos sabiam dessa felicidade sem fim.
E as ondas brindavam por nós.

Bastava o Sol nos ameaçar na beira do horizonte e ele corria até o porto e sentado chorava observando a dança dos saveiros sobre as águas quase amanhecidas. Eu o amava tanto nesses momentos. Parecia explodir no meu peito um desespero tão grande que me fazia fugir:
E se ele não aparecesse mais?
E se ele me deixasse?
Então eu corria para longe enquanto ele se lavantava devagar e embarcava para sua morada que eu nunca soube muito bem onde era, sabia que era para lá da imensidão. Aonde a vista não alcança.
A cada manhã eu morria um pouco de saudade e amor e feito sal nos meus olhos eu chorava de perder a conta. Voltava para casa e dormia até a noite chegar outra vez. Então caminhava ao seu encontro e enquanto ele não chegava desenhava nossa historia na areia molhada.

Numa noite, enchi meus braços de flores brancas em oferenda a ele, sentei e esperei ele chegar, os pássaros não estavam, no porto os saveiros não dançavam, nenhum vento, nenhuma onda, ninguém.



Nem ele.



Quando acordei sem perceber que dormira já era dia, as flores já não eram minhas, e eu sabia que não o veria nunca mais, uma onde revolta e tão sozinha quanto eu trouxe até os meus pés uma flor que eu carrego comigo todas as noites enquanto converso com Iemanjá esperando ele voltar.





por * * 12:42

OS SEUS:

[27.2.09]

- você precisa parar de fumar.

- mas me diga, o que faço com todo esse vazio?


por * * 20:20

OS SEUS:

[22.2.09]

era quinta-feira, o trem já estava na plataforma e eu descia as escadas, as portas se fecharam quando alcancei os pés no chão. mas como num milagre as portas se abriram novamente e eu corri em direção a mais próxima. por alguma necessidade que veio não sei da onde, não entrei na primeira e nem na segunda e nem na terceira, quando encontrei a porta certa e tirei o primeiro pé do chão ela se fechou sem piedade de mim e o trem partiu me deixando ali.

por * * 10:21

OS SEUS:

[9.2.09]

são paulo me deu as boas vindas no meio do abraço do meu amor.

por * * 22:22

OS SEUS:

[8.2.09]

porque aqui tem carnaval no meu peito.

por * * 17:31

OS SEUS:

[6.2.09]

Ê SAUDADE SEM JEITO

"Vi a cidade passando,
Rugindo, através de mim...
Cada vida
Era uma batida
Dum imenso tamborim.
Eu era o lugar, ela era a viagem
Cada um era real, cada outro era miragem.

Eu era transparente, era gigante
Eu era a cruza entre o sempre e o instante.
Letras misturadas com metal
E a cidade crescia como o mal,
Em estruturas postiças,
Sobre areias movediças,
Sobre ossadas e carniças,
Sobre o pântano que cobre o sambaqui...
Sobre o país ancestral
Sobre a folha do jornal
Sobre a cama de casal onde eu venci.

Eu vim plantar meu castelo
Naquela serra de lá,
Onde daqui a cem anos
Vai ser uma beira-mar...

A cidade
Passou me lavrando todo...
A cidade
Chegou me passou no rodo...
Passou como um caminhão
Passa através de um segundo
Quando desce a ladeira na banguela...
Veio com luzes e sons.
Com sonhos maus, sonhos bons.
Falava como um camões,
Gemia feito pantera.
Ela era...
Bela... fera.

Desta cidade um dia só restará
O vento que levou meu verso embora...
Mas onde ele estiver, ela estará:
Um será o mundo de dentro,
Será o outro o mundo de fora.

Vi a cidade fervendo
Na emulsão da retina.
Crepitar de vida ardendo,
Mariposa e lamparina.
A cidade ensurdecia,
Rugia como um incêndio,
Era veneno e vacina...

Eu vim plantar meu castelo
Naquela serra de lá,
Onde daqui a cem anos
Vai ser uma beira-mar...

Eu pairava no ar, e olhava a cidade
Passando veloz lá embaixo de mim.
Eram dez milhões de mentes,
Dez milhões de inconscientes,
Se misturam... viram entes...
Os quais conduzem as gentes
Como se fossem correntes
Dum rio que não tem fim.

Esse ruído
São os séculos pingando...
E as cidades crescendo e se cruzando
Como círculos na água da lagoa.
E eu vi nuvens de poeira
E vi uma tribo inteira
Fugindo em toda carreira
Pisando em roça e fogueira
Ganhando uma ribanceira...
E a cidade vinha vindo,
A cidade vinha andando,
A cidade intumescendo:
Crescendo... se aproximando.

Eu vim plantar meu castelo
Naquela serra de lá,
Onde daqui a cem anos
Vai ser uma beira-mar..."
(Lenine)

por * * 16:08

OS SEUS:

[4.2.09]

06.01.2009

Lomé tem asas mas ainda não aprendeu a voar. Sabe andar em qualquer caminho.
Seu irmão Jone é amigo das abelhas: Juntos inventam doces.

por * * 12:45

OS SEUS:

[22.1.09]

Carolina, a cansada, fez-se espera
e nunca se entregou ao mar antigo.
Não por temor ao mar, mas ao perigo
de com ela incendiar-se a primavera.

Carolina, a cansada que então era,
despiu, humildemente, as vestes pretas
e incendiou navios e corvetas
já cansada, por fim, de tanta espera.

E cinza fez-se. E teve o corpo implume
escandalosamente penetrado
de imprevistos azuis e claro lume.

Foi quando se lembrou de ser esquife:
abandonou seu corpo incendiado
e adormeceu nas brumas do Recife.


(Carlos Pena Filho - Soneto das Metamorfoses)


"EU SOU UM VERSO DE CARLOS PENA FILHO"

por * * 13:02

OS SEUS:

[16.1.09]

Estou aqui em Arari, Nova York,
estou aqui, no Cariri, em Bangkok
Tenho nas mãos um coração maior que tudo
Nem tudo é meu, e quem sou eu além de tudo


(Zeca Baleiro - Muzak)

por * * 23:37

OS SEUS:

[15.1.09]

no pátio de são pedro os meninos correm atrás dos pombos e os pombos voam dos meninos.
foi no pátio de são pedro que vi a mim e o meu amor.

por * * 22:39

OS SEUS:

[9.1.09]

'o sertão é do tamanho do mundo'



(ainda recuperando a alma pra poder falar)

por * * 20:37

OS SEUS:

[3.1.09]

"Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora"


É só coração e Sertão...



por * * 23:58

OS SEUS:

[28.12.08]

porque ele tem olhos de paralisar...

por * * 23:04

OS SEUS:

[25.12.08]

rio de janeiro, são sebastião, drogas, circo, socos, pompéia, marília, triunfo, teste, doutores da alegria, primeiro de abril, teatro da memória, adeus prefeitura, grupo, thaïs, paixão, recife, sono, "silêncio das estrelas", roberta e lecoq, coração mais leve, whisky, ana, dionísio, bacanais, grécia na minha sala, brisa, manela, teatro, teatro, teatro, bar do g, férias, luvia e as máscaras, repetição, terças e quintas, "pequeno princípe", amor, rabecada, lu lopes, commedia dell´art, santo andré outra vez, brigas, choro, cansaço, nariz de palhaço, fim de ciclo, coração de férias.

por * * 12:01

OS SEUS:

[18.12.08]

a beleza assaltou meus olhos:





vivo enxergando o fundo do abismo com seu vale de flores amarelas.

por * * 18:42

OS SEUS:

[10.12.08]

ela que me trouxe a beleza das estrelas está agora bordada em meu peito.






é tanto amor...

por * * 21:40

OS SEUS:

[4.12.08]

minha rabecada virou solidão...

eu carregaria uma flor entre os dedos frios do gelo da noite junto de meus poemas amassados de travessia e amor e repetiria mil vezes sem parar que não há raízes que me prendam ao chão e repetiria em silêncio que seus olhos são mais bonitos que todas as estrelas e passaria a mão em seu sorriso bem de leve como se nesse instante todas as palavras de amor estivessem entre nós eu carregaria meu coração imenso e pesado e gelado só pra você: mas não sei mais ver a morte do querer assim tão de perto.
permaneço com todas as coisas que são suas aqui até que elas morram de esperar até que eu morra outra vez engasgada até que você passe até que eu realmente entenda que a desistência é meu lugar até que eu aprenda a não querer tanto da vida (e pensei que fosse pouco) até eu parar de me doer até que.

por * * 22:26

OS SEUS:

[3.12.08]

"Vai ver é só você querer"

por * * 23:11

OS SEUS:

"Amor, eu vivo tão sozinho de saudade"

por * * 23:10

OS SEUS:

[1.12.08]

Levanta: Sacode a poeira cósmica: Dá a volta no universo.

Chegada diretamente da Nebulosa Hélice.
Eu sou a chuva de meteoros dessa constelação.


por * * 21:37

OS SEUS:

[30.11.08]

a vida toda só esperando um sim.

por * * 19:01

OS SEUS:

[22.11.08]

sempre a mesma tentativa:
maçã no escuro.
água mole em pedra dura.
sempre a mesma esperança - velha e ultrapassada - sempre a mesma que acha que é nova e se repete o tempo todo.
"ah carol, o amor não é pro teu bico"

por * * 14:21

OS SEUS:

[9.11.08]



por * * 15:42

OS SEUS:

[6.11.08]

e eu não tive medo...


... porque sabia que você ia me encontrar.

por * * 20:34

OS SEUS:

[5.11.08]

você estancou meu sangue: minhas veias desenham o seu nome.

por * * 20:43

OS SEUS:

[2.11.08]

As linhas do teu rosto ficaram feito curva nos dedos da minha mão. Te carrego nos olhos e reinvento os teus todos os dias: Até que você passe a ser somente uma invenção: Então não será mais tempo de te esperar.

por * * 11:36

OS SEUS:

[29.10.08]

Quero me perder em seus olhos que sempre me decifram um pouco, quero ouvir sua voz de mar espalhando minha vida toda, quero meus dedos trançando seus cabelos, quero perder as contas nas sardas das suas costas, quero querer a vida real me escorrendo pelo rosto, quero os delírios das suas palavras em anotações pelo corpo todo, quero a limpeza dos gestos a ausência da palavra dita, quero inventar em você outra língua, quero suas cordas na trilha do meu caminho, quero seu coração na minha pele e meu sorriso nas suas mãos, quero meus olhos decifrando os seus perdidos em mim, quero minha voz de vento na beira dos seus ouvidos, quero seus dedos se enroscando em minhas costas, quero que descanse em mim, quero descançar em ti, e no nosso carnaval quero outra vez a doçura da sua imagem invadindo minha tela naquele quase Agosto sem fim.

por * * 15:47

OS SEUS:

[28.10.08]

o sorriso dela me alarga a vida.

por * * 21:33

OS SEUS:

[27.10.08]

como se o tempo fosse feito de espera...

por * * 20:28

OS SEUS:

[26.10.08]

"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."



João Cabral de Melo Neto





NÃO SOBROU NADA!


por * * 18:02

OS SEUS:

[25.10.08]

escrevi teu nome feito música numa caixa de papelão que delicadamente deixei num cesto de lixo da estação de metrô esperando que alguém a encontre e faça de qualquer forma virar poesia essa mesma noite que ainda te espero.

por * * 21:34

OS SEUS:

[22.10.08]

encontrar-se também é perder-se.
já dizia a minha vo-dka!




...

por * * 19:48

OS SEUS:

[21.10.08]

rasguei no meio a palavra amor: entreguei metade a ela e a outra guardei dentro do peito.

por * * 21:57

OS SEUS:

eu tenho quase tudo que ele tem
só não tenho seu amor.







vem fazer meu carnaval...

por * * 15:45

OS SEUS:

[18.10.08]

Escuta, Zé!

"A solução, concordo, não está na temperança. Nunca esteve nem vai estar.
Sempre achei que os dois tipos mais fascinantes de pessoas são as putas
e os santos, e ambos são inteiramente destemperados, certo?
Não há que abster-se: há que comer desse banquete. Zézim,
ninguém te ensinará os caminhos.
Ninguém me ensinará os caminhos.
Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito.
Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos.
Na verdade, não há caminhos.
E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo):
“Caminante, no hay camino. Pero el camino se hace ai anda”."¹


Vivo num acúmulo de imagens e palavras. Todo dia o peito cheio faltando explodir.
Penso que vai dar em algum lugar: Tem que dar.
Tenho apontado o dedo na minha cara, exigindo de mim explicações para tanto desespero.
Às vezes acho que só falta o estopim. Às vezes acho que li muito Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Ana Cristina César, que sempre fui louca pela forma que Elis Regina sangrava e virava poesia quando cantava e todo mundo sabia da sua dor e beleza. Outras vezes me sinto ridícula-exagerada-imatura (isso tem sido mais frequente). Antes os meus 22 anos não me cabiam, hoje não sei. Me lembro que quando pequena eu ficava na janela do quarto da minha mãe chorando esperando por alguma coisa: Eu chorava olhando para rua porque nalgum lugar eu sabia que aquilo que eu esperava não ia nunca chegar.

"Quem procura não acha.
É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada.
Não há nada a ser esperado.
Nem desesperado. "¹


Depois de crescida sempre achei que o mais bonito em mim era a falta de temperança. Essa disponibilidade para paixão que me arrasta para qualquer canto, esse tanto de amor no lugar dos olhos. O ritmo da caminhada segue o pulso do coração que é mãos e pés. A paixão é temperança: A gente sobe e desce o tempo todo.
A quantidade dos contos de fadas que li quando criança deve ter criado algum espaço em mim que busca o irreal. Tenho fascinação pelo inventar. E é nisso que o artista habita: Na terra ele tem o poder de reinventar. Mas para criar algo é preciso se conhecer. É preciso um mergulho, uma viagem para dentro de si.
Reconhecer.
Aceitar.
Transformar.
Mas o mergulho é risco. Porque quando a gente cai para dentro de si nossos olhos passam a enxergar, e esse é um caminho que não tem volta, não há cegueira que nos impeça de reconhecer o que somos. Reconhecemos o que somos e sobretudo o que nos falta para chegarmos aonde gostariamos de estar. E é ai que a dor habita: Do mergulho vem a busca. E buscar é demasiado angustiante porque é incerto. O tempo vira outro, não existem dias ou horas, existem encontros. É construção, mão na massa, em alguns momentos carregamos um peso grande demais e quando nos damos conta era desnecessário. Tem que jogar fora, aceitar que é um passo de cada vez. Não dá para pular etapas: Podemos até concluir, mas basta um vento fora do lugar para que tudo caia: Temos que recomeçar.
A busca vira necessidade. Os diversos caminhos que antes esperavam ser escolhidos viram um. E é possível saber que a existência só faz sentido nessa estrada.
O prazer e a dor em se conhecer estão tão juntos como a tragédia e a comédia.
O artista é encantado porque transforma. Ele pega suas horas dias meses anos de procura e faz virar poesia, e as pessoas gostam, porque se reconhecem. As pessoas que ainda não mergulharam encontram na obra a porta, o porto. Os que já mergulharam sorriem por saberem que é possível.

"... devia haver motivos mais profundos,
mas quem iria se preocupar em descobri-los?"
- O artista da fome - Kafka


Alguns me perguntam o motivo de tanto sofrimento e não consigo responder: 'Cada um tem seu tempo', escuto. E esse é o tempo que estou.

Encontro, ouço, reconheço, desconheço, guardo, jogo,
escrevo, releio, apago, sorrio, choro,
morro, nasço, atropelo, tropeço,
acerto, foco, distraio, ando, paro, recomeço.

¹Trechos de Carta ao Zézim de Caio Fernando Abreu.




por * * 12:01

OS SEUS:

[17.10.08]

'ninguém vê esse baú de esperar'

ô stella.
somos.


por * * 21:29

OS SEUS:

[14.10.08]

quanto há de espaço na nossa relação?

por * * 15:23

OS SEUS:

[12.10.08]



mon petit.


por * * 09:58

OS SEUS:

[11.10.08]

guardei nos meus olhos a flôr dos seus cabelos daquela noite onde existimos por alguns instantes: passado e presente.
guardei nos ombros seu cheiro de flora me perseguindo pelas ruas: eu trocaria minhas noites de sono e cigarro pelos seus olhos dentro dos meus.


por * * 23:05

OS SEUS:

[8.10.08]

se te chamas amor vinde a mim para salvar o vazio que ficou.

por * * 18:02

OS SEUS:

[3.10.08]

Pra onde ela foi?
A cidade que eu tinha e tudo o que era meu:
Eu tinha o chão tinha o céu e agora nem sei o que aconteceu...

Você foi embora
E a rua vazia
A casa vazia
Doeu
Ainda queria dizer tanta coisa, mas não deu.

Pra onde foi tudo que eu tinha?
Pra onde você foi?
E eu vou pra onde?
Aonde a gente se esconde do que aconteceu?

Ainda queria dizer tanta coisa...
mas não deu.


Nessa cidade tão cheia de gente
Ninguém sabe o que você sente
Ninguém quer saber de ninguém.


(Caetano Veloso)
E eu...

por * * 17:49

OS SEUS:

[29.9.08]

- é que as pessoas se esqueceram o sentido da palavra amor...
é tudo dinheiro conquista posse...
elas se esqueceram...
às vezes acho que isso é irremediável...

por * * 20:58

OS SEUS:

[18.9.08]

"É o amor, ponto de bala perdida"

(Zé Modesto)

por * * 18:53

OS SEUS:

[30.8.08]

sonhei que me obrigava entrar no mar.
eu te contava dos meus sonhos da semana: as ondas imensas.
você entrou comigo...
tive tanto medo.


por * * 17:46

OS SEUS:

[29.8.08]

quando sinto seu cheiro, assim distraída, tenho a sensação que é no exato momento em que pensa em mim...

por * * 21:58

OS SEUS:

[27.8.08]

Meu amor, porque que todo o tempo
Você toma conta do meu pensamento
Até nos lugares que ando e frequento
O teu cheiro chega vindo com o vento
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento
Sei lá eu porque te quero tanto
Só sei que vai dar pra lá do infinito
É bem parecido com o fim do mundo
O teu nome sobre os muros deixo escrito
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento
Quanto mais te evito mais eu te encontro
Quanto mais eu fujo mais eu te desejo
Posso até ficar ficando doido
Mas meu coração está bem lúcido
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento


(Ai Itamar Assumpção...)

por * * 14:30

OS SEUS:

[26.8.08]

Dentro dos Estados
da Rua Angélica
existe um país.


















.



por * * 19:45

OS SEUS:

[25.8.08]

te quero mil vezes por minuto, assim, com todos os nossos excessos gritando enquanto a gente se perde de não se achar nunca mais.

por * * 17:57

OS SEUS:

[22.8.08]

mas se você aparecesse hoje na minha vida seria tão bonito.

por * * 18:49

OS SEUS:

[20.8.08]

no meio da travessia: a paisagem antes lotada de flôres e cores foi perdendo o jeito e ficou assim sozinha comigo no meio dela.

sobrou a falta.



continuo a caminhada, há de chegar o tempo de.


por * * 18:33

OS SEUS:

[4.8.08]

As cidades e os desejos.

Nas minhas cidades invisíveis você chegou e ocupou um lugar bonito.
Volta e divide comigo mais um pedaço de noite?

por * * 18:14

OS SEUS:

[2.8.08]

'mira o céu, gelsomina,
e depois segue de vez a estrada...
pois nessa vida o que vale é a perdição.'


por * * 22:12

OS SEUS:

[30.7.08]



de victor zalma
e marília...

por * * 22:52

OS SEUS:

[29.7.08]

Fraseológica.
Articular, conversar, discorrer, referir-se, proferir, significar, dizer, ajustar, combinar.
Sempre falta uma palavra.


Dias atrás quis dizer com os braços, mas faltou.

por * * 22:49

OS SEUS:

[21.7.08]

É preciso estar distraído
(Leminsk)


Antes não importava a distância, o tempo, não importava nem a inexistência: Eu era só saudade. Nunca importou os
caminhos que meus pés percorriam: Por dentro alguma coisa permanecia parada e triste.
E depois de tanto caminhar só sobrava lembrança dentro do olho cheio d´água. Chegou um tempo que eu era só lágrima e lembrança inventada e só sorria nas mesas dos bares da cidade, a casa sempre cheia, a cama bagunçada, os papéis espalhados pela casa deixaram de falar, se repetiam. A paixão ficou embolada no meio peito, o vermelho só lembrava sangue, o amor era coisa inventada de poeta que não sabia viver. Mas a vida é roda-gigante.
Eu estava distraída e aconteceu:
Sempre caminhante, sempre vermelho:
Já começou.

por * * 21:04

OS SEUS:

[12.7.08]

minha querida,
mesmo que leia essa carta eu não direi que é pra você e nem te entregarei um dia, mas se ler saberá que digo isso pra você. foi distráida que te vi pela primeira vez, o relógio não despertou, corri muito sabendo pra onde ia mas não sabia o que encontraria, e enquanto descia as escadas te vi - sabe aquela sensação que o tempo para enquanto os olhos se encontram? - a música do lugar me passou uma rasteira junto com o meu corpo todo vibrando e eu respirei porque já sabia. magia poesia eu sabia. e sei também que nunca deixo passar porque a magia dos encontros é coisa que quero demais em mim, não sei até quando isso é erro ou acerto, se é impaciência excesso ou carência, tem coisa que é melhor não ter palavra pra dizer, não sei. e quis que de alguma forma você soubesse que meu amor era de graça mesmo - não tão de graça a ponto de não me importar com os seus olhos evitando os meus - meu amor quer sorrir junto com seu sorriso, ele quer saber o diz sem dizer, ele quer que a gente se encontre através de todas as coisas e que a gente esteja junto mesmo longe, que possamos nos falar pelo pensamento, pelo toque leve das mãos. me perdi um tanto porque acho que amor a gente deixa acontecer e a forma vem vindo com o tempo ou nem precisa de forma: é amor na forma de amor. cometi alguns pecadinhos na nossa ainda breve travessia e de uns tempos pra cá deixei que minha boca dissesse menos, mas te digo sempre por todas as coisas simples grandes nossas e do mundo, tenho plantado sozinha e contente porque é sempre válido.
em qualquer dia, em qualquer hora, há de chegar o momento de.
seja bem vinda em mim.

por * * 13:42

OS SEUS:

[2.7.08]

todas as manhãs o mundo fica bem debaixo dos pés.
é possível reinventar tudo!

quanta beleza...

por * * 16:47

OS SEUS:

[28.6.08]

'não se afobe não que nada é pra já
o amor não tem pressa ele pode esperar'


fico repetindo isso pra ver se dói menos o medo que o mundo tem do amor.

por * * 21:50

OS SEUS:

[26.6.08]

tem coisa que a gente sabe mas a gente não sabe se sabe muito bem.
e os dias que antecedem a confirmação é sempre dia de espera.
espera boa essa do amor.

por * * 13:10

OS SEUS:

[23.6.08]

meus olhos se esticam pro sorriso que fica estampado no rosto quando ela está.

por * * 15:16

OS SEUS:

[18.6.08]

um cheiro agridoce.
assim eu começaria a defini-la se pudesse...

por * * 18:36

OS SEUS:

[10.6.08]

amanhecendo mortal a cada dia.
amanhã é dia do silêncio das estrelas...

por * * 18:52

OS SEUS:

[9.6.08]

hoje o céu da manhã foi o mais bonito do ano.
hoje minha calma me ultrapassou.
hoje chovi suave e as flores sorriram.


hoje.

por * * 18:26

OS SEUS:

[7.6.08]

conversando com piazzolla

a primeira vez que vi o amor da minha vida eu nem sabia que existiam esses tais amores, ainda era criança menina quase moça, não acreditava nos astros e nem conhecia jung.
a segunda vez que vi o amor da minha vida já havia passado uma década da primeira vez. eu então já sabia um pouco do amor e achava que sabia demais só não sabia - aquele dia - que estava diante do amor da minha vida. aquele dia eu sorria e não entendia. fui embora e achei que nunca mais veria o amor da minha vida - que eu não sabia.
a terceira vez que vi o amor da minha vida era dezembro e mesmo sendo verão era cinza e chovia. cheguei mais perto, disse que não sabia mas sentia que era bom ficar no meio do abraço quente - mesmo sendo verão - o braço quente do amor da minha vida que eu já sentia.
a quarta vez que vi o amor da minha vida foi no dia que os astros falaram comigo e eu não entendia, não queria: seria possível encontrar o amor da minha vida tão cedo ainda? mal sabia que era tarde, mal sabia.
a quinta vez que vi o amor da minha vida eu já não podia fingir que não sabia: eu havia encontrado o amor da minha vida.
sonhei e ensaiei noites e dias o dia que eu diria: você sabia? és o amor da minha vida! o que eu não sabia é que ela já sabia que eu não era o amor da sua vida.
a sexta vez que a vi era uma sexta-feira e eu já sabia do frio de agosto o que eu não sabia era que doia. e que não saber não importava porque doer já me bastava: como pode alguém encontrar um amor e não ser o amor daquele amor?
o frio de agosto em são paulo doia, isso eu não sabia.
a sétima vez que vi o amor da minha vida era primavera e chovia no meio do dia e as flores sorriam e teimavam em ser todas do amor da minha vida. eu teimava que podia ser o segundo amor da sua vida e as flores riam porque eu não sabia de nada.
a oitava vez que vi o amor da minha vida era outubro e ela dizia que não daria que o caminho que eu queria não podia que encontrassemos juntas outra saída.
a nona vez que vi o amor da minha vida foi quando carne viva, era dia dos anos do amor do meu amor, eu sabia, mas achei que não a veria subindo a avenida carregando seu amor nos braços enquanto eu descia com o meu que tinha a cor do vestido que ela vestia. a flor da pele se abriu e eu sabia que ela era o amor da minha vida o que não sabia é que não tão cedo isso acabaria.
a décima vez que vi o amor da minha vida eu já sabia tanto, envelhecera mais uns dez anos, e todos já sabiam que o amor do amor da minha vida não era meu, só eu que via através da neblina que a gente podia só com o tanto que eu queria. e nem me dei conta que perdia as contas dos anos que se passaram enquanto eu insistia em ser o amor do amor da minha vida. e perdia o rumo, perdia a linha, perdia o tempo, perdia os cabelos, perdia a vista, o que eu não sabia era que enquanto eu me perdia ela me dava todo o infinito - que não se pode contar - ela tecia nossa história d´um outro ponto de vista que eu não via.
a última vez que vi o amor da minha vida eu já sabia que não podia. já sabia tudo os astros e jung e o nome das flores que escohia com a primavera para enfeitar o jardim dela. eu já sabia do infinito e do caminho que se abria. a última vez que vi o amor da minha vida não houve despedida eu só sabia que não poderia ser o amor do amor da minha vida.

por * * 18:02

OS SEUS:

[5.6.08]

'há tantas coisas que você vai ter que descobrir... as coisas invisiveis, as difíceis, a brecha que espera por você entre o desejo e o mundo'
(eduardo galeano)


agora o mundo sou eu e meu desejo.
tenho medo da estrada que vem se abrindo diante dos meus olhos, apegada ao que quero ser tenho medo do que me tornarei.
crise: 'no campo da psicologia, em particular da psicologia do desenvolvimento, o conceito de crise é explicado como toda a situação de mudança a nível biológico, psicológico ou social, que exige da pessoa ou do grupo, um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional. mas a crise é vista, de igual modo, como uma ocasião de crescimento. a evolução favorável de uma crise, conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios.'


a roda viva.

por * * 14:05

OS SEUS:

[4.6.08]

'ame e dê vexame'

a gente transpõe a palavra pro movimento: minha crise produtiva de quem se apaixona cada dia mais um pouco: 'a gente só anda porque há desequilibrio'.
eu vacilando sempre pelo caminho tropeçando penso: deve ser por aqui.
bêbada de paixão e cerveja ando mais que a perna pode, ando leve com o coração: vim pra te ver (não digo)
me desequilibro.
o novo também se repete em sentimento (penso e não digo nunca, só agora)


por * * 14:11

OS SEUS:

[1.6.08]

e o amor encantado essa coisa louca e longe que mais parece utópica vem e a gente vai e ele some como magia e o que fica é só a realidade da vida sem fantasia. e o choro é real pelo irreal e a falta é real pelo irreal e a lágrima não vem porque até ela já se cansou.

por * * 15:28

OS SEUS:

[30.5.08]

toc toc toc.
- quem é?
(silêncio)
-quem é?
...
...
...
...
...
- É O MEDO!

por * * 13:47

OS SEUS:

[28.5.08]

*tenho vontade de tocar seu rosto com as pontas dos meus dedos e contornar inteiro o seu sorriso que me toma toda.

por * * 14:50

OS SEUS:

Andei faltando nos últimos tempos - eu só sabia me encher dela - isso foi nos últimos anos e não havia como saber disso antes porque era tudo tão igual e o amor era coisa tão bonita que me enchia de poesia.
Lua minguante não combina mais comigo, sou Lua Nova mesmo sendo cheia – poesia saindo pela pele pelos poros – não me precipito em dizer que estou tomada de amor (outra vez), amor novo, mais por mim e totalmente pelas minha novas manhãs.





por * * 14:47

OS SEUS:

[27.5.08]

os encontros podem ser encontros de alma - inteiros - ou coisa cotidiana.
o que encontrei nos últimos tempos foi a coisa mais importante que me aconteceu até hoje.

por * * 16:37

OS SEUS:

[26.5.08]

hoje - um tanto sem jeito - recebo a notícia da morte do roberto freire.
passei tempos olhando pra tela do computador sem nenhuma reação enquanto dentro de mim se formava um redemoinho de sentimentos.
senti vontade de chorar, os olhos ardendo a cabeça pesando...
no meu ouvido alguma coisa sussurou aquela frase da nossa única e última conversa de quase um ano atrás:

- sabe qual minha maior doença, carol?! eu sou um apaixonado pela vida, sempre fui! e me mata estar nessa cama querendo correr por aí.

então eu não chorei de tristeza, sabe?! chorei com aquele sorriso que vezenquando nos acontece, chorei porque nós nos amamos aquele dia a quase um ano atrás, chorei porque ele mudou-construiu-destruiu tanta coisa dentro de mim, chorei porque uma semana antes combinei com um amigo que iriamos juntos visitá-lo, chorei porque sexta-feira morri um pouco e nem sabia.
acabou que aqui dentro ficou uma paz sem tamanho e percebi que em mim ele não morreu.
aqui ele é o coiote.
somos.

por * * 17:35

OS SEUS:

[16.5.08]

brincadeira de criança.

isabela: posso abrir isso daqui?
(mostrando uma pote de tinta)
carol: mas você vai fazer sujeira.
isabela: é pintura.
carol: mas faz sujeira.
isabela:carol, pintura não é sujeira é pintura.

disse que ela tinha razão e sorri.


por * * 19:17

OS SEUS:

[10.5.08]

'eu procurei
alguma coisa pra te dar e não achei
eu procurei
desculpe não achei'
(itamar assumpção)


cantado dentro dos meus olhos.







e clarice falando sobre desistir, sobre ser.






e vem o piva e resume o que não se resume.
'chove em mim a minha vida toda'

por * * 12:09

OS SEUS:

[6.5.08]

'ê carol, a mulher está chegando' - ela disse.

por * * 14:07

OS SEUS:

[23.4.08]

se fosse pra falar de mim eu te contaria antes do infinitito- que não se conta nem mede – que sempre cabe quando seus olhos miram os meus. te falaria também da falta de jeito as pernas bambas o sorriso corado quando me sorri também. se fosse pra falar de mim as palavras me atropelariam me denunciando ou condenando. não entenda mal essa urgência. te peço antes de dizer que não me entenda – mal nem bem – só me deixe ser (como o infinito que não se explica mas se sabe). me deixe ser.

por * * 17:14

OS SEUS:

[22.4.08]

a terra tremeu toda e nem senti: achei que fosse só meu coração.

por * * 22:01

OS SEUS:

[16.4.08]

no caminho tem samba saudade sede silêncio sol sorriso e curvas.
têm muitas curvas no caminho.
ando sem saber
sem parar
mas caminho
(aprendi a caminhar)

por * * 18:27

OS SEUS:

[11.4.08]

"Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver"
































.

por * * 19:50

OS SEUS:

[9.4.08]

caminhar e encontrar a ausência em cada esquina.

por * * 18:56

OS SEUS:

[3.4.08]

hoje no ibirapuera - museu afrobrasileiro - dei de cara com meu passado.

navio negreiro fez barulho dentro de mim.
tanta beleza sofrida.
BANZO.


encontrei itamar assumpção e chorei.

lá fora consegui chover mais que o céu
e fiquei povoada de amor e gente.





















tem dia que a gente descobre a dor e o prazer do outro e deixa de se sentir tão sozinho.

por * * 15:29

OS SEUS:

[1.4.08]

parece mentira.
doses de vida corpo adentro e um telefonema pra lembrar que existe dor:
essas horas eu só sei chorar por tudo.








são paulo, 01 de abril de 2008.


norton, norton:

nunca havia pensado em lhe escrever uma carta, não fosse hoje uma ligação que me fez perder a vista. e eu não sei o que te dizer. eu nunca soube muito bem o que te dizer. ouvia as suas histórias como quem assiste a uma novela e quase nunca pensava na gravidade das coisas, eu achava tudo um pouco engraçado, caricato.
ah menino... por que as coisas acontecem desse jeito?
a vida sempre na beira do abismo provando que existe a morte, a dor, o desespero, e a gente é tão sozinho nessa hora, não é?!
quando recebi a notícia liguei para a minha mãe chorando e pedi que ela orasse por você, porque só com fé é que a gente acredita que alguma coisa transcende.
e chorei, porque sei que não poderia ter feito nada por você. fico me lembrando das risadas que dei contigo só pra que eu não morra um tanto dessa vez, tem tanta vida começando em mim...
te mando daqui meu amor, meu riso e luz. te mando muita luz, só pra seja mais fácil pra você onde quer que esteja.

carol.

por * * 21:51

OS SEUS:

[27.3.08]

hoje é um dia de véspera de todas as coisas.













(guimarães sabia)

por * * 20:25

OS SEUS:

[17.3.08]



por * * 16:47

OS SEUS:

[14.3.08]

acontece sempre assim, e sei que sabe do que estou falando. tem uma hora que a gente consegue se livrar das coisas, os laços vão afrouxando e todas as portas de todos os lugares começam a se abrir, a gente percebe que a escolha é nossa, qualquer que seja. e sempre dá aquele medo de quem não pode controlar o próximo passo ao mesmo tempo que os olhos brilham fascinados pela nova vida se erguendo cada dia mais. é tudo tão sem perceber e a gente espera tempo demais que sem perceber também os laços dão de virar nó, as portas somem e a gente volta pr´aquele mesmo lugar de antes. parece que todas as forças que antes impulsionavam fincam nossos pés nessa terra que já deixou de ser nossa. está acontecendo comigo isso e sei que sabe o que estou falando.

por * * 21:32

OS SEUS:

[10.3.08]

a gente rodou tanto ontem
que o mundo girou mais rápido
e denovo caí nos seus braços.


por * * 14:41

OS SEUS:

[6.3.08]

o nosso amor.

nosso amor de tantas luas e extremos, amor de cosmos: que de tão grande se arrasta sem tempo medido.



por * * 15:52

OS SEUS:

[3.3.08]

"E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia entender de ser feliz"



Escutem: Um dia acontece!

por * * 17:42

OS SEUS:

[27.2.08]

segunda chorei o dia todo: era aniversário de morte de caio fernando.
alguma coisa em mim se lembrou.



"A vida grita. E a luta, continua."

por * * 20:38

OS SEUS:

[26.2.08]

no km 0 é que o caminho começa, ouvi.

por * * 16:54

OS SEUS:

[25.2.08]

Não adianta,
Não adianta nada ver a banda,
Tocando “A Banda” em frente da varanda,
Não adianta o mar,
E nem a sua dor.

O que importa,
É que já não me importa, o que importa,
É que ninguém bateu em minha porta,
É que ninguém morreu,
ninguém morreu por mim.

Não quero nada,
Não deixo nada, que não tenho nada,
Só tenho o que me falta e o que me basta,
No mais é ficar só,
Eu quero ficar só.

Não adianta,
Não adianta, que não adianta,
Não é preciso, que não é preciso,
Então pra que chorar?
Então pra que chorar?
Quem está no fogo, está pra se queimar,
Então pra que chorar?

(Trechos de Sérgio Sampaio)











Marília foi embora e levou com ela o sentido das coisas.


por * * 16:49

OS SEUS:

[22.2.08]

"Carolina, a cansada, fez-se espera
e nunca se entregou ao mar antigo..."








(Carlos Pena Filho)

por * * 17:23

OS SEUS:

[21.2.08]

Pensar é como cair
E de cair fora do chão

Sou feita de pensamento
E coração
Minha queda é sempre

por * * 12:59

OS SEUS:

[19.2.08]

mas eis que chega roda viva...

por * * 17:11

OS SEUS:

[15.2.08]

Recado da Vida.

Quando te deixei Carol era dezembro. E mesmo sendo verão a cor de São Paulo era cinza de outono. O céu sentiu, só você não se deu conta que naquele dia eu partia.
Quando te deixei não houve tempo de me despedir nem deixar recado, saí sorrateira, nem amanhecia ainda, para evitar que nós, eu e você ficássemos constrangidos de dor e em vão: Era necessário lhe abandonar, entenda, porque você deixou de me amar e eu nada podia fazer senão partir.
E sem mim você conseguiu, minha cara. Mesmo que tenha que construir e destruir e reconstruir o tempo todo, como quem pula poças. É preciso coragem, é preciso força.
Quando te deixei Carol não pensei que fosse ser assim. Desculpe, voltar pra ti não posso mais.


"Meu amor por você chegou ao fim
É tudo que tenho a dizer
Também não precisa sair assim
Espere o dia amanhecer"


por * * 09:50

OS SEUS:

[13.2.08]

Meu bem,
perdoa as tempestades que se armaram pelo fim dos dias no último ano, as águas nada têm a ver com meu querer.
Lamentei tanto minhas mágoas com os céus que sendo ar virei trovão e desabei por todos os cantos, cega.
Perdoa as águas, os céus, os raios e se ainda sobrar espaço, perdoa a mim.


E volta com teus braços abertos.


por * * 18:00

OS SEUS:

correndo atrás das palavras não encontro nada...

espero roendo as unhas.

por * * 17:50

OS SEUS:

[1.2.08]

"minha carne é de carnaval, meu coração é igual..."

por * * 17:42

OS SEUS:

[30.1.08]

por vinte e um janeiros eu vi uma cidade se enfeitar de luz e festejar intensamente, mas nunca soube bem por quê. gostava de ficar na calçada vendo as pessoas passarem alegres, vestidas com roupa de festa indo pra rua brincar. diziam ser afestadesãosebastião, a mais bonita do ano. nunca me convenci que fosse só esse o motivo de uma semana inteira de festa.
sempre em janeiro, aos vinte e poucos: luz, roda-gigante, maçã-do. amor.
vigésimo segundo janeiro:
agora eu sei.


Presente de Marília.
O Mais Bonito.

por * * 17:26

OS SEUS:

[24.1.08]

TempoDeSilêncio.


"Eu sei: quem ama é sempre escravo, mas não obedece nunca de verdade… Quieto; muito quieto é que a gente chama o amor: como em quieto as coisas chamam a gente." (Guimarães Rosa)

por * * 12:54

OS SEUS:

[21.1.08]

em boiçucanga o sol não nasceu, só tinha silêncio no céu.
mas era dia de são sebastião.

por * * 14:07

OS SEUS:

[18.1.08]

ontem me aconteceu uma epifania.



acreditem!

por * * 16:42

OS SEUS:

[14.1.08]

parece até coisa de quem nunca consegue mudar mas é que vira e mexe e mexe e o caio vem e me lembra que na verdade não adianta me desesperar é sempre espera sempre foi e eu devo me acostumar porque 'dane-se comigo sempre foi tudo ao contrário' e espero pensando que nem esperar faz sentido então desejo pra ti que seja doce porque eu acho doce e quando fico em silêncio é porque na verdade eu nunca sei como dizer porque pra mim nunca passou de sentir e viver mesmo eu não sei viver mesmo eu não sei eu só sei seguir como quem sempre sabe onde chegar mas nunca chego e na verdade nem sei mesmo onde chegar porque os meus olhos só sabem dela e minha poesia do sabe dela e todos os meus dias eu passo esperando o dia que eu poderei parar de esperar e ficar com olheiras porque passei a noite toda vivendo e não chorando como tenho feito mas isso passa isso tem que passar e eu sei que isso passa e não faz sentido.

por * * 15:10

OS SEUS:

[10.1.08]

:
































2008 começou assim.
O branco que pode significar muito.


por * * 16:36

OS SEUS:

[7.1.08]

desde que o ano começou em são paulo vou a casa dela e ajeito o tapete e coloco ração para o gato e arrumo as correspondências e as flores e só sei sentir saudade.

"a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar"


por * * 16:10

OS SEUS:

[28.12.07]

aos poucos vou me acostumando aos poucos.


"ali tão certo e justo e só te sendo..."

por * * 17:29

OS SEUS:

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